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Lari Pelo Mundo – Um passaporte para o autoconhecimento

O dia da tão esperada viagem para Paris chegou, mas a perda do Passaporte colocou outras coisas em perspectiva. Quer entender?!

Como programado, levantei as 4hs, tomei banho, vesti a roupa previamente separada, peguei a mochila e fui encontrar com Priscilla na parada da O’Connell, embaixo de chuva, muita muita chuva. Quando estávamos lá, tive a brilhante ideia de procurar meu passaporte e tandandandan ele não estava na minha pasta de documentos. Conferimos 1,2,3 vezes e nada. Resolvi voltar ao hostel porque podia ter ficado no quarto.

Como todos estavam dormindo, liguei apenas a lanterna do celular e procurei, procurei, procurei. 5hs. Abri todas as malas, joguei tudo no chão, nada. Mandei mensagem mandando Priscilla ir sem mim. Sem passaporte eu não teria como embarcar. Esse não era o problema. Sem passaporte eu não vou ninguém num país que não é o meu. Acordei Flávia e pedi ajuda. Não pela viagem, Paris ia ficar nos sonhos e pra uma eventual volta, mas eu ainda tinha outras viagens e precisava do meu passaporte para estar na Irlanda.

Procuramos em todos os lugares. Ele não estava em lugar nenhum. As meninas foram acordando e se juntando a nossa procura. Excele Lana*. As 7 da manhã o quarto quase inteiro já tinha mexido nas minhas coisas, nas minhas malas e, curiosamente, parecia que todo mundo estava mais preocupado que eu. A essa altura eu já tinha descoberto o funcionamento do consulado brasileiro em Dublin, já sabia como solicitar o emergencial e não via motivo para ficar nervosa.

Avisei ao meu tio que não iria mais para Paris, já que Priscilla também decidiu não ir, avisei aos meus pais sobre o que acontecera e relaxei. Minha mãe teve pesadelos com a viagem toda a noite e, de algum modo, acabou ficando mais tranquila. Tomei meu café da manhã em paz e decidi que esse seria o meu melhor final de semana em Dublin. Eu tinha perdido Paris – PARIS -, mas nada nesse mundo iria me abalar.

E isso realmente teria que virar meu mantra. Não bastasse toda a confusão, ainda fechei minha gaveta com o cadeado e deixei a chave dentro. Tentamos arrombar com todas as técnicas já vistas em filmes. Não adiantou, pedi socorro na recepção e literalmente meu cadeado foi cortado com um big alicate. Ê dia…

Apesar de tudo, eu acho que esse foi o momento em que eu realmente despertei para o intercâmbio e todos os seus porquês. Nessa mesma situação, em qualquer lugar, com qualquer companhia eu teria surtado, entrado em pânico e odiado a vida por isso. Não hoje. Não aqui. Por mais que a cidade do amor fosse um sonho, esse foi, até aqui, o melhor dia em Dublin. Foi o dia em que eu descobri mais sobre mim, e viagem nenhuma poderia ser maior que isso.

Como Paris não ia rolar mesmo, chamei Flávia para almoçar e fomos com Priscilla fazer compras na Penney’s. A pessoa que falou que comprar é uma terapia estava absurdamente certa! Nos divertimos, rimos, comprei minhas coisas da bela e a fera e decidimos que era um bom dia pra conheceremos um pub que tanto haviam nos indicado: BadBobs!

Nos arrumamos e seguimos para o nosso destino. O pub tem 3 andares, o primeiro com música ao vivo tradicional, o segundo com DJ, e o terceiro vou ficar devendo porque tava fechado haha Quando chegamos, no entanto, ainda não havia música e assistimos o fim do jogo da Irlanda. Quando a música começou, preferimos ficar lá escutando e curtindo.

Já pela madrugada, quando estávamos varadas de fome, paramos na Mc para comer e seguimos para casa. Não foi de modo algum o sábado que eu havia Planejado, mas o trocaria por nenhum outro!

See you soon,

Xoxo.

 

Ps.: Encontramos o passaporte num bolso que eu nunca havia aberto!

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.

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