Os melhores filmes de 2017 (Foto: Reprodução)
Os melhores filmes de 2017 (Foto: Reprodução)

Em época de fim de ano todo mundo gosta de fazer uma retrospectiva, seja para relembrar as coisas boas que aconteceram, seja para identificar os erros e tentar corrigi-los ou não cometê-los no ano seguinte. Aqui não podia ser diferente e faltando pouco para a virada do ano, resolvemos listar os melhores filmes de 2017 que nós assistimos e publicamos a crítica aqui no site durante este ano. Entenda por melhor os filmes que receberam 5 estrelas em nossas críticas.

Desta forma, não entram nessa lista outros filmes que possam ter sido muito bons e que talvez tenhamos vistos mas cuja crítica não foi publicada aqui no site. Se você sentir falta de algum, que tal deixar sua dica nos comentários?

Aproveita a listinha pra filtrar o que você não viu, leia a crítica e corre pra assistir em 2018 🙂

UMA MULHER FANTÁSTICA

Uma Mulher Fantástica (Reprodução/Imovision)
Uma Mulher Fantástica (Reprodução/Imovision)

Premiado com o Urso de Prata no Festival de Berlim, o longa chileno é um dos prediletos aos prêmios de filme estrangeiro na Award Season. Dirigido por Sebastián Lelio, Uma Mulher Fantástica traz a brilhante atuação da Daniela Vega como uma trans que vive a dor da perda do seu amor tendo que conviver com o preconceito não só da família do falecido, mas também da sociedade. Um filme forte, sensível e que entrega uma das melhores atuações do ano no cinema estrangeiro. Leia a nossa crítica.

COMO NOSSOS PAIS

Como Nossos Pais (Reprodução/Imovision)
Como Nossos Pais (Reprodução/Imovision)

Estrelado por Maria Ribeiro numa das melhores interpretações de sua carreira, Como Nossos Pais traz um olhar sensível das relações familiares e seus conflitos e faz o espectador se identificar com a protagonista Rosa e seus dilemas. Nacional, o filme não só foca na pressão das responsabilidades e na desigualdade de gênero sobre a mulher mas também discute com naturalidade temas que incomodam como a bigamia, a liberdade e a descoberta da sexualidade bem como o machismo, trazendo à tona uma geração adulta que ainda vive dos resquícios culturais e sociais do tempo dos pais descobrindo um novo mundo, cheio de oportunidades e escolhas. Leia a nossa crítica.

O MELHOR PROFESSOR DA MINHA VIDA

O Professor da Minha Vida (Divulgação/Canal+)
O Professor da Minha Vida (Divulgação/Canal+)

O tema educação vai estar sempre em pauta na vida dos brasileiros – embora seja uma pena que nunca seja prioridade dos nossos políticos. O Melhor Professor da Minha Vida mostra as dificuldades de um professor para se adaptar a rotina de uma escola pública e tentar estimular nos alunos o interesse pelos estudos e uma melhor compreensão do mundo. Embora o filme tenha um bairro periférico da França como pano de fundo, a situação explorada pelo cineasta Olivier Ayache-Vidal  não é muito diferente da realidade brasileira. Um filme para ver e refletir. Leia a nossa crítica.

DUNKIRK

Dunkirk (Reprodução/Warner Bros.)
Dunkirk (Reprodução/Warner Bros.)

Em 2017, Christopher Nolan – o visionário diretor por trás de “Batman: O Cavaleiro das Trevas” e “A Origem” – entregou mais uma de suas obras primas. Dunkirk é uma experiência cinematográfica de imersão, que provou porque o cinema projetado na grande tela, quando bem trabalhado, ainda tem muito a resistir (principalmente em tempos de Netflix). Sem protagonistas, o longa insere o espectador em meio a Batalha de Dunquerque, na Segunda Guerra Mundial (e o faz sentir parte dela). Leia a nossa crítica.

MULHER-MARAVILHA

Mulher Maravilha (Reprodução/Warner Bros.)
Mulher Maravilha (Reprodução/Warner Bros.)

Patty Jenkins veio para salvar o universo DC depois do criticado “Esquadrão Suicida” de David Ayer. A cineasta, primeira mulher a dirigir um filme de super-herói, esbanjou profissionalismo e talento ao adaptar uma das maiores e mais importantes personagens dos quadrinhos. Toda a essência da Mulher Maravilha foi transportada para a telona, com direito a muito feminismo e críticas sociais, traduzidos na atuação carismática da Gal Gadot. E com uma trilha sonora de tirar um fôlego a cada movimento da heroína. Leia a nossa crítica.

CORRA!

Corra! (Reprodução/Universal Pictures)
Corra! (Reprodução/Universal Pictures)

Desenvolver um roteiro de terror com muito humor negro como desculpa para na verdade fazer uma crítica forte e necessária ao preconceito contra negros parecia impossível até Jordan Peele aparecer com Corra!. O terror conquistou os cinéfilos e a crítica especializada e mesmo estreando no começo de 2017, chegamos ao fim do ano com o longa sendo lembrado nas principais premiações de cinema e com fortes indícios de que indicações ao Oscar virão. Prova maior de que o filme é mesmo bom, não há. Leia a nossa crítica.

FRAGMENTADO

Fragmentado (Foto: John Baer/Universal Pictures)

O cineasta M. Night Shiamalan, aclamado por “O Sexto Sentido” e “Corpo Fechado”, voltou com tudo para as telonas com Fragmentado. Com um roteiro afiado, apresentou um thriller psicológico que vai muito além de um rapaz com múltiplas personalidades. A trama sensível e focada nos traumas dos personagens nos presenteou não só com um grande filme, mas também com atuações primorosas do James McAvoy e da jovem Anya Taylor-Joy. Leia a nossa crítica.

LOGAN

Cena de “Logan” (Reprodução/20th Century Fox)

Foram 17 anos atuando dentro de um universo de heróis nos cinemas. Como parte dos X-Men, Hugh Jackman escolheu o ano de 2017 para dar fim a sua jornada como o Wolverine no último filme da saga solo do personagem nos cinemas. Logan toma uma pegada completamente diferente do que vimos em “X-Men Origens: Wolverine” e “Wolverine: Imortal”, adaptando os quadrinhos do Velho Logan para a grande tela com mais fidelidade e nos apresentando a uma nova X-Men que conquistou o coração dos fãs e espectadores, a mutante Laura. Mais sanguinário, lembrando até os filmes do Robert Rodriguez, o filme foi presente para os fãs do Wolverine, dos X-Men e para os leitores de “Wolverine – O Velho Logan” (2008) e “A Morte de Wolverine” (2014). Leia a nossa crítica.

ME CHAME PELO SEU NOME

Me Chame Pelo Seu Nome (Divulgação/Sony Pictures Classics)
Me Chame Pelo Seu Nome (Divulgação/Sony Pictures Classics)

Embora sua estreia nos cinemas esteja marcada apenas para 18 de janeiro de 2018, conferimos este filme em outubro no Festival do Rio e em novembro no Janela Internacional de Cinema e tínhamos de destacá-lo nesta lista. Em Me Chame Pelo Seu Nome, o diretor Luca Guadagnino disseca as diversas formas de manifestação do desejo no ser humano, independente dos obstáculos que se interpõem culturalmente. Com muita sensibilidade é contada a história de Elio e Oliver, numa relação que se desenvolve delicadamente e faz o espectador torcer pelos personagens. Há também aqueles que de alguma forma vão se identificar com a trama. Seja no monólogo de Michael Stuhlbarg, nos olhares do Armie Hammer ou com um Thimotée Chalamet completamente envolvido com seu personagem, será difícil não derrubar nenhuma lágrima dos olhos. Leia a nossa crítica.

 

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