Lari Pelo Mundo – Começando a iluminar sonhos…

Enquanto a cidade começa a se iluminar e enfeitar para o Natal, eu começo a descobrir mais sobre como é feito um lar e sobre a família que a gente escolhe.

Aqui parece que segundas-feiras não são o dia mais chato da semana. Nenhum dia, na verdade, parece ser assim. E o frio por aqui hoje acho que tá pior do que em todos os outros dias, mas isso é uma coisa boa – eu acho. A cidade já começou a se preparar para o natal, e os shoppings e ruas já começaram a ficar enfeitados. Aqui em Dublin sempre existem festas nas ruas para o dia que se acende a iluminação natalina, esse ano, no entanto, será uma grande festa e a cidade vai toda se iluminar de uma vez, infelizmente, como eu estarei em Amsterdam vou perder esse momento que, tenho certeza, será absurdamente lindo!

Foi engraçado chegar na aula, que eu deveria ter perdido, e ver a cara da minha professora com a minha presença e, ainda mais surpresa, por eu não estar me lamentando por perder Paris. Quando saí da aula, fui encontrar com as minhas roomates para fazermos nossa feira e, então, nosso jantar. A sensação de um lar longe de casa parece ter ficado ainda maior desde que elas chegaram. É bem verdade que nenhuma de nós é grande cozinheira em nossas casas no Brasil, mas se a união é capaz de fazer a força, porque não faria um jantar?

Falando em união, e antes de falar do maravilhoso – cof cof – jantar que fizemos, preciso contar sobre as coisas nem tão boas de um intercâmbio. Como falei, Lana* já havia brigado com Marina no final de semana e, como ela sempre briga com alguém – algo que acabamos descobrindo – enquanto eu estava com Flávia no quarto, ela veio falar comigo. Ou melhor, veio reclamar porque eu fiz barulho e usei a lanterna na madrugada do sábado, quando perdi meu passaporte. Confesso que não consegui acreditar no que estava ouvindo, sobretudo porque qualquer intercambista, por mais inexperiente que seja, tem noção da importância de um passaporte – aparentemente não ela.

Com o “choque” acabei não conseguindo dizer nada, apenas estava tentando realizar quando ouvi Flávia alterando o tom de voz. Fiquei surpresa com aquilo, principalmente, por notar que ela estava saindo em minha defesa, dizendo que qualquer pessoa no meu lugar teria tido bem menos respeito e que se fosse ela teria acendido as luzes todas e feito todo barulho necessário – e mais algumas coisas que a minha surpresa não me permitiu decorar. É engraçado que só faça uma semana que ela esteja aqui mas já seja tão parte de mim assim. Aqui, tudo parece ser mais intenso, é verdade, as amizades então…

Voltando ao nosso jantar… Fla e Bru decidiram que elas que cozinhariam e fizeram feijão, carne e arroz. Confesso que não estava bonito, mas tava bem bom, e só pela sensação de lar ali já valeria de todo modo. Não fosse suficiente, Mari e Ju logo se juntaram a nós e ficamos ali, como uma verdadeira (quase) família jantando juntas. Como todo dia é dia de The Luggage, depois do jantar já sabíamos o nosso destino.

Agora que resolvi ser uma mocinha por aqui – ao menos em dias de semana – voltamos até cedo para o Hostel. Tá, a verdade é que amanhã o dia vai ser bem empolgante com o jogo classificatório da Irlanda e o show de Windersson Nunes, então…

See you soon,

Xoxo.

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