Lari Pelo Mundo – Quando o frio acaba atrapalhando…

Finalmente chegou o dia de irmos ao Phoenix Park, ainda que esse não fosse o plano inicial do final de semana, mas as coisas não deram muito certo.

Um dos grandes motivos para eu ter escolhido Dublin foi o frio. Não que eu goste de ser meio pinguim, longe disso, mas a ideia de estar num lugar completamente diferente de casa sempre me pareceu uma boa pedida. O que eu não contava era que a chuvinha que tanto reclamam de Dublin, que na verdade é uma garoinha chata, não seria meu maior problema. Quer entender?

Já que nosso planejamento do fim de semana tinha ido embora, resolvemos nos adaptar aos programas dos nossos amigos. Os roomates de Pri queriam ir no Phoenix Park e nos chamaram para ir. Nós queríamos demais conhecer o Phoenix, ainda que aquele não fosse o planejamento inicial. Então, tênis nos pés, fomos lá andar os quase 4 km que nos separavam do maior parque fechado, público e urbano da Europa.

Andar em Dublin é sempre uma coisa maravilhosa. Cada esquina parece ter uma nova descoberta, um novo ponto cultural esperando para ser explorado, um novo olhar sobre aquilo que passa diante dos olhos. Dublin é realmente mágico! O que não é mágico é o quando que o Phoenix era longe e a gente foi andando. Preciso confessar que, na verdade, ele acabou não sendo tão longe assim, já que o GPS tinha marcado um ponto muito mais longe do parque.

Quando chegamos lá, foi impossível não se encantar com a beleza daquele lugar, apesar dos muitos canteiros secos por causa do outono. Não lembro de já ter visto um espaço verde tão gigante assim. O grande problema, no entanto, foi o frio. O Phoenix é extremamente arborizado e possui pontos mais altos, de modo que em alguns lugares o frio se tornou insuportável. Qualquer barreira de vento começou a ser nosso lugar preferido e, por mais que andássemos, não encontrávamos os tão famosos Cervos do Phoenix.

Depois de andarmos bastante, sem um lugarzinho para comer ou se aquecer, acabamos desistindo e voltamos. Em alguns momento a sensação, mesmo sob o sol, se aproximava de 1ºC e realmente não havia condições de ficar ali. Na volta, já era tarde e minha barriga roncava, então, decidimos ir comer no 3 Spirits.

A tarde foi mazelando no quarto mesmo, já que havíamos dormido pouco e o dia estava um absurdo de frio. Além disso, poder aproveitar da companhia dos meus roomates não seria nunca uma má pedida. Inclusive, falando neles, Lana* agora resolveu que ia implicar aqui no quarto e começou a discutir com Marina pelo simples fato de ela ser de Curitiba e “todos de lá são ricos e metidos, se acham melhores que o resto do Brasil”. O clima acabou dando uma esquentada por aqui e Lana* saiu do quarto bufando.

À noite, acabamos indo bater ponto nos nossos dois lugares mais visitados, o The Luggage e a Dicey’s. Foi uma noite, no mínimo, interessante e acabamos conhecendo um pernambucano por lá. É engraçada a sensação de felicidade que dá encontrar um conterrâneo lá longe, não que encontrar um brasileiro seja ruim, longe disso, mas encontrar um pernambucano é como ter a primeira casa, juntinho desse novo lar.

See you soon,

Xoxo.

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