Lari Pelo Mundo – (Re) conhecendo o Brasil na Irlanda…

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.

Não há como negar que todos os dias em Dublin são dias conhecendo uma nova cultura, novas pessoas, lugares… E quando a gente começa a ver um pouco do nosso próprio país no país do outro? Não fez muito sentido? Então, vem que eu explico.

A terça-feira foi um dia extremamente esperado. Não apenas por ser mais um dia de sonho – longe disso – , mas porque seria o dia do jogo que definiria se a Irlanda iria ou não para a Copa do Mundo. E, como vocês já devem saber, se tem alguém que valoriza a própria cultura, é o Irlandês. É impressionante e, obviamente, uma disputa para a Copa do Mundo não passaria em branco. Além disso, também é o dia de ir com Sara assistir a peça de Windersson Nunes.

Como eu, vez por outra, acabo me atrasando por aqui, acabei não almoçando direito, correndo para a aula, depois assisti uma aula sobre o amor na Irlanda – e que aula! As tradições românticas e mais famosas histórias de romance foram discutidas com uma pitada de humor que é característica do irlandês. Essa era uma das aulas extras, então, saí um pouco atrasada, correndo para encontrar os meus amigos no 3 spirits, de lá seguiria com Sara.

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Encontrar um grupo de amigos é sempre bom, especialmente quando inclui aqueles por quem você nutre tanto carinho. E foi exatamente assim, curtindo um pouco os amigos e recebendo Lucas e Laion que haviam chegado aqui há pouco tempo, alguns dias. Rimos, brincamos e comemos até percebermos que estávamos em cima da hora e saímos correndo que nem duas loucas de um extremo a outro. Quando chegamos no local marcado, Shopping Stephen Green, encontramos o casal amigo de Sara e seguimos para a DCU.

A DCU é uma das mais famosas universidades daqui, o campus é GIGANTE e ela é um absurdo de linda! Foi impossível não imaginar que eu poderia estar estudando aqui e como isso seria feliz! A DCU tem muitas opções de cursos em todas as áreas e um teatro lindo e gigante, no qual Windersson apresentaria o show Proparoxítona. A fila para trocar os ingressos estava imensa, para comprar bebida e comida, então, nem se fala, mas esperamos pacientemente e, antes que percebêssemos, já havíamos entrado.

Com o teatro – que é em 360º – lotado foi impossível não observar o tanto de brasileiro que tem aqui. E são brasileiros de todas as idades, de crianças a coroas. Todos ali para sentir um pouco do gostinho de estar de volta ao Brasil, afinal, aquele ali era, definitivamente, um show de e para brasileiros. Quando o show foi começar, aproveitei e olhei quanto estava o jogo: a irlanda ganhava de 1×0! Definitivamente essa seria uma noite feliz!

O show foi muito bom e há muito tempo eu não ria tanto, mas, como nada pode ser perfeito, quando abri o celular para saber do jogo vi que a Dinamarca havia virado com o placar de 5×1 e, por consequência, a Irlanda não iria para a Copa do Mundo. Foi impossível não sentir frustração e uma pontadinha de tristeza por saber que eu não teria duas seleções para torcer e, ainda mais, que Dublin não estaria exatamente a festa que eu esperava encontrar.

Os amigos de Sara me deixaram no hostel e logo foram para Galway – 3 horas de viagem. Eu, no entanto, fui encontrar minhas roomates. No caminho, encontrei MUITOS dinamarqueses, obviamente, felizes da vida com a classificação do país e, chegando no pub, vi irlandeses e dinamarqueses interagindo e se divertindo juntos, apesar do jogo. Dublin, por ter sediado o jogo, foi tomado por dinamarqueses e foi muito feliz ver como é possível que torcedores apaixonados possam conviver em harmonia mesmo após uma goleada. Naturalmente, as coisas por aqui acabaram desanimando cedo – exceto pelos dinamarqueses -, e fui jantar com Fla na Mc e seguimos para o nosso quartinho.

Cada dia vejo o quanto ainda tenho a aprender com esse povo tão lindo!

See you soon,

Xoxo.    

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