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Crítica 2 | Lady Bird – A Hora de Voar

Um filme sobre a difícil relação entre mãe e filha. Um conflito de gerações.

Saoirse Ronan em “Lady Bird” (Divulgação/Universal Pictures)

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Um filme sobre o conflito entre mãe e filha, sobre a proteção maternal e o desejo de liberdade do jovem. Lady Bird – A Hora de Voar se encaixa em um paradoxo por abordar um tema tradicional,  a partir de uma perspectiva atual e o bom dos paradoxos é que eles nos fazem refletir inevitavelmente. Ele nos estimulam a curiosidade!

Entretanto, a curiosidade pelo desdobramento da história acaba tomando um ritmo mais acelerado que a narrativa e esse é um dos itens em que o longa perde ponto. Sua montagem acaba lembrando o Realismo, cheio de detalhes que acabam mantendo a história em uma velocidade as vezes lenta.

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Greta Gerwig, diretora de “Lady Bird”

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Ter Greta Gerwig como diretora e roteirista foi importantíssimo pra que Lady Bird A Hora de Voar tenha se destacado, porque para além da qualidade técnica, Greta é uma mulher e homens me desculpem, mas provavelmente nenhum de vocês conduziria tão bem essa narrativa e isso porque a liberdade que Christine McPherson (Saoirse Ronan) quer é dada a vocês desde a infância.

Christine ou Lady Bird, como prefere ser chamada, guarda em si o desejo impetuoso de seguir o caminho que sonha à tempos, enquanto de forma impetuosa sua mãe, Marion McPherson (Laurie Metcalf), insiste em lhe propor condições e possibilidades mais pragmáticas. Entre as discussões do dia a dia, o carro chefe do conflito entre mãe e filha é o desejo de Lady Bird de fazer uma universidade longe de casa para sozinha explorar o mundo e suas possibilidades.

Em meio a esses conflitos Lady Bird também se vê envolvida em conflitos amorosos, conhecendo seus desejos sexuais. Explorar esse lado da personagem, assim como seu futuro profissional são os “engates” da história para apresentar os conflitos entre Lady Bird e Marion.

Todos os percalços que a personagem enfrenta servem para a construção de um final pouco comum e cheio de sensibilidade. Uma ligação simples em meio imagens que indicam uma compreensão dos papéis dos momentos de tensões entre mãe e filha.

Trailer:

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Lais Rilda
Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.
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