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Crítica: A Grande Jogada

Indicado ao Oscar, Aaron Sorkin adapta o livro de Molly Bloom para contar a história da princesa do pôquer, interpretada por Jessica Chastain.

A Grande Jogada (Divulgação/Diamond Films)
A Grande Jogada (Divulgação/Diamond Films)

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Diálogos longos e rápidos são uma marca registrada de Aaron Sorkin desde que o conhecemos lá atrás, quando levou ao ar por sete temporadas a série The West Wing – Nos Bastidores do Poder. De lá pra cá, esse estilo de escrever roteiro ficou em evidência, como uma marca do também cineasta, visível mais recentemente no premiado A Rede Social (2010). Agora, Sorkin dirige e escreve A Grande Jogada, adaptação do livro “Molly’s Game”, autobiografia da jovem mulher que se tornou a princesa do pôquer e acabou envolvida num escândalo das jogatinas de aposta.

O longa inicia com uma jovem Molly Bloom (Jessica Chastain) esquiadora, competindo nas Olímpiadas de Inverno. Após um grave acidente que a tira da disputa, ela tira um recesso dos estudos e passa a trabalhar como garçonete. É nesse novo trabalho que Molly conhece Dean Keith (Jeremy Strong), que a contrata como assistente, mas logo trata de envolve-la no mundo dos jogos como coordenadora de jogos clandestinos de pôquer com o alto escalão americano. Atenta a todos os detalhes, ela aprende como tudo funciona e oportunamente passa a comandar os próprios jogos com competidores fiéis.

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Aaron Sorkin é daqueles que não deixa passar um detalhe batido. Com o roteiro do longa sob sua responsabilidade, a trajetória de Molly Bloom é explicada nos mínimos detalhes, desde como sua vida muda ao fim da jornada em relação ao início até explicações de como funciona os jogos de pôquer que movimentam a rede criada pela protagonista. Essa riqueza de detalhes pode fazer qualquer um pensar que o resultado final nas telonas seria um filme cansativo, mas muito pelo contrário – Sorkin leva aos cinemas uma história instigante, que deixa o espectador atento e sempre interessado em saber como deslanchou a vida de Molly.

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Jessica Chastain brilha na pele da Molly Bloom. A atriz parece sugar toda a vitalidade do difícil roteiro de Sorkin para si e entrega uma atuação convincente, seja pela voz delicada que atribui a personagem ou pelas expressões marcantes que definem cada situação pela qual está passando. Ao lado de Idris Elba, que interpreta o advogado da Molly, Chastain cresce mais e nos leva até o final emocionante de sua jornada. Elba é outro destaque a parte, que surge com um papel crucial para ser a contrapartida entre de uma protagonista que ora fala verdades, ora convence com blefes, como num verdadeiro jogo de cartas.

Mais do que um filme sobre a queda e ascensão de uma jovem envolvida em jogos ilegais, A Grande Jogada é uma produção que trata de relações pessoais, sobre como é ter e perder o dinheiro, o poder e a fama e encontrar nos pequenos detalhes e na superação do seus próprios monstros o verdadeiro significado da vida.

 

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Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.
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