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Crítica: Operação Red Sparrow

Com roteiro didático e cansativo, filme se salva pelas ótimas atuações de Jennifer Lawrence e Joel Edgerton.

Operação Red Sparrow (Divulgação/Fox Film)
Operação Red Sparrow (Divulgação/Fox Film)

Jennifer Lawrence retorna aos cinemas depois do criticado “mãe!” (2017), agora na pele de uma espiã russa envolvida no jogo de gato e rato entre o seu país e os EUA. Sim, a temática já se tornou frequente e por que não um clichê do cinema Hollywoodiano e Francis Lawrence resolveu repetir a dose em Operação Red Sparrow.

No filme, Dominika Egorova (Jennifer Lawrence) era uma talentosa bailarina do Bolshoi que após uma armação, se viu impossibilitada de seguir seu sonho no balé e de usar o seu salário e benefícios da companhia para cuidar da mãe doente. Numa situação difícil, é convencida pelo seu tio a se torna uma Sparrow, uma espiã sedutora treinada numa das melhores escolas de espionagem da Rússia. Em sua primeira missão, terá de lidar com o agente da CIA Nash (Joel Edgerton), mas acabam desenvolvendo uma paixão que ameaça a vida dos dois e dos que estão ao seu redor.

Francis Lawrence repete sua parceria com Jennifer Lawrence, onde trabalharam juntos nos três últimos filmes da saga “Jogos Vorazes”. A atriz parece estar bem à vontade com este novo trabalho, principalmente com as excessivas cenas de nudez que por vezes soam desnecessárias.

O roteiro é bem didático e irregular. A edição parece não ajudar muito, trazendo um primeiro ato bastante cansativo e extenso, que se alonga na apresentação dos personagens e na descrição da trama. O filme só engrena na metade, quando Dominika e Nash se encontram e começam a se relacionar, fazendo com que a trama de amor entre os dois chame mais atenção e prenda mais o espectador até o final do filme do que a proposta central de espionagem.

Embora a construção da relação entre a espiã russa e o agente americano da CIA seja bastante apressada, é possível sentir a química entre Jennifer Lawrence e Joel Edgerton, que fazem um ótimo trabalho com os papeis que receberam. Suas atuações e as reviravoltas preparadas para o desfecho da história da ex-bailarina fazem valer a pena e convencem o espectador a assistir Operação Red Sparrow até o final, sob a ressalva do roteiro mecânico e das escolhas de Francis Lawrence para preencher (desnecessariamente) as mais de 2h20 de filme.

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Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.

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