Crítica: Pedro Coelho

Baseado nos contos de Beatrix Potter, “Pedro Coelho” é um clássico revisitado para os pequenos da nova geração.

Pedro Coelho (Divulgação/Sony Pictures)
Pedro Coelho (Divulgação/Sony Pictures)

Se você, como eu, foi criança nos anos 90 e ávido fã da TV Cultura, provavelmente lembra da série “Peter Rabbit e seus amigos”, exibida nos finais de semana pela manhã, com suas clássicas ilustrações feitas a mão e personagens adoráveis. Produzida pela BBC de Londres e baseada no contos da escritora e ilustradora britânica Beatrix Potter, publicados pela primeira vez em 1902, “Peter Rabbit” conta a história do coelhinho Peter, travesso e comilão, suas irmãs mais novas, amigos e vizinhos na forma de raposas, porco-espinhos, pássaros, sapos e gansos, em aventuras pelos verdejante campos ingleses.

Pedro Coelho, dirigido por Will Gluck (“A Mentira”) traz o clássico de volta em uma nova roupagem, misturando animação 3D e live-action, com Rose Byrne (“Vizinhos”) interpretando a doce e bondosa Bia, amiga e protetora dos animais, uma homenagem à Beatrix, e Domhnall Gleeson (“Star Wars”) como a nova versão do Sr. McGregor, o temido e mal-humorado dono da horta que Pedro e seus amigos adoram saquear, dessa vez na pele de um jovem londrino que herda a propriedade a contra-gosto e enfrenta dificuldades para se adaptar. Uma guerra rapidamente é declarada entre os dois, e com a ajuda dos irmãos, em meio a bombas e cercas elétricas, Pedro fará de tudo para vencer.

Cheio de sequências de ação, diálogos mais estruturados e humor um tanto quanto sarcástico, o filme obviamente é feito para atingir o público infantil de 2018, cercado de smartphones, tablets e constante estimulação visual e auditiva. A banda Rouge faz parte da trilha sonora, um dos pontos altos em meio à hits pop de qualidade duvidosa. Nessa nova aventura, os personagens de Byrne e Domhnall engatam um romance, o que transforma a rivalidade entre o Sr. McGregor e Pedro em algo ainda mais pessoal, e serve de oportunidade para explorar temas como a inveja, a mentira, a culpa e como consequência passar lições importantes às crianças, além de também focar no relacionamento familiar.

Vale ressaltar que os efeitos especiais são bem feitos, e as interações entre os personagens 3D e os humanos são, em sua maioria, realistas. Os amantes do desenho clássico talvez tenham dificuldades com a adaptação, porém o público infantil que está conhecendo Pedro e seus amigos pela primeira vez, certamente terá uma sessão divertida.

DEIXE UMA RESPOSTA

Deixe seu comentário
Por favor, digite seu nome aqui