Lari Pelo Mundo – Chegando no frio desesperador de Amsterdã

Amsterdã, há muito, era uma cidade que eu queria conhecer. Talvez porque minha mãe sempre falou em conhecer a Holanda. O fato é: tudo já começou diferente do esperado aqui.

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Larissa Ramos
Larissa Ramos
Bacharela em Direito, advogada e concurseira, apaixonada por séries, filmes, livros e música. Sonha com a chance de viver como atriz e se derrete com histórias de amor. Seu grande ícone é Audrey Hepburn.

Lari Pelo Mundo – Chegando no frio desesperador de Amsterdã

Enfim, vamos à última semana de viagem. Sem dúvidas, essas últimas 5 postagens são/foram as mais difíceis, motivo pelo qual posterguei tanto. De algum modo, enquanto mantivemos esse espaço um pedacinho de mim ainda vivia o sonho que – até hoje – é o maior já realizado da minha vida. É curioso até que ainda hoje, quando ouço falar dos lugares que visitei, seja difícil realmente acreditar que estive lá.

A viagem para Amsterdã, de novo com a Ryanair, foi bem tranquila e eu fui a maior parte do tempo conversando com um senhorzinho que até me ofereceu amendoim. Conversar com nativos é uma das mais agradáveis experiências do intercâmbio, porque de algum modo faz você perceber que realmente está entendendo aquela outra língua.

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Quando chegamos no aeroporto logo fomos procurar Rayssa, uma amiga minha de infância, que foi passar esses dias conosco. É tão surreal tudo isso, e Ray aqui faz com que tudo seja ainda mais surreal. Não fosse suficiente, também era dia de encontrar Pedro, outro amigo. Esse, no entanto, que resolveu morar na Europa e eu já não via há uns 3 anos! De uma forma ou de outra, Amsterdã já começaria bem.

Ainda no aeroporto compramos nossas passagens e descemos para pegar o metrô(ou talvez seja trem) e irmos ao hostel deixar as coisas. Quando descemos e começamos a andar, a realidade holandesa bateu a porta: SÓ TEM BICICLETA! SOCORRO! Acho que quase fomos atropelados umas 3/4x até entendermos que ali elas eram prioridades, não nós. O frio tava gigante mas tava tudo tão lindo que quase não dava para sentir (mentira, tava pesado!).  Quando achamos o hostel, coisa mais linda desse mundo, tivemos a grata surpresa de saber que ficaríamos no mesmo quarto e que seria só nós 4!

Decidimos comer para depois ir encontrar Pedro. Andamos, andamos, andamos e depois de andarmos MUITO e praticamente em círculo, acabamos voltando e comendo numa lanchonete na rua do hostel. O engraçado é que o cardápio, obviamente, não estava em inglês e pedir foi, no mínimo, engraçado. De algum modo, arrasamos e conseguimos pedir sanduíche e, claro, BATATA FRITA!

Voltamos ao hostel para comprar um cartão que dava direito a viagem em qualquer transporte por 48hs e fomos encontrar Pedro. Que dificuldade! Levamos mais tempo para chegar até a estação central, onde havíamos marcado, do que para ir Dub-Ams. Não fosse suficiente, obviamente, alguém tinha que pagar mico e porque não seria eu?! Como estávamos sem saber exatamente como e para onde ir, decidimos que alguém deveria perguntar. Encontramos um casal que parecia estarchegando em casa e, com toda a minha boa vontade, eu fui lá perguntar a ela se ela sabia como poderíamos ir para a Estação. O inglês dela parecia um pouco mais enferrujado que o meu, mas quem ligava? Instruções ouvidas, agradeci e voltei para onde os meninos estavam. Eles estavam gargalhando, o que, dada a situação, não fazia muito sentido. Então, eles me explicaram que o homem, enquanto ajeitava as compras, disse para a mulher: “Amor, pode ir entrando” (EM PORTUGUÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊÊSSSS!), mas claro que eles me deixaram perguntar em inglês para rir de mim, né?

Quando chegamos na estação logo encontramos Pedro e, quando saímos, ele foi abordado por uma noiva, em sua despedida de solteiro, que o fez se ajoelhar a pedí-la em casamento, ali mesmo no centro, no meio de todo mundo!  Foi, no mínimo, divertido. Decidimos ir andando e conhecendo a cidade enquanto procurávamos um lugar para parar. A cidade é um absurdo de linda com sua arquitetura antiga e MUITO, MUITO, MUITO CHEIA! Nessa época, as festividades natalinas já dão cara na cidade e nas lojas. Acabamos parando num pub onde eu pedi uma pint das que tomo em Dubs e Ray experimentou uma cerveja preta. Ultimamente as pints parecem ter se tornado as escolhas mais seguras.

O tempo parece ter passado mais rápido do que eu imaginava e logo precisávamos ir e Pedro tinha seus compromissos. O interessante é que a tarde/noite foi tão legal que eu esqueci de tirar fotos! 😮 My mistake, i know. Felizmente, não tenho o que reclamar mesmo assim. Fomos ao Red Light District, uma das maiores famas de Amsterdã, com certeza, e não era nada como imaginei.

É proibido tirar fotos mas, basicamente, fica nas margens laterais de um canal, com mulheres na vitrine dançando, falando ao celular, como se fosse a coisa mais natural do mundo. Confesso que no auge da minha imaturidade(?) não consegui não ver como uma objetificação da mulher, mas é a cultura do lugar, né? Quem sou para julgar?! Enquanto passeávamos por lá, pedi a tradicional batata frita com molho, tamanho grande por motivos óbvios, e preciso dizer: QUE COISA DELICIOSA! Meu deus!

O dia foi bem cansativo então voltamos para o hostel. A volta foi até fácil graças ao Google Maps, e quando chegamos eu tive certeza de que minha gripe havia piorado MUITO, mas nada que fosse abalar o dia seguinte.

O dia foi bem interessante, mas para saber, já sabe, é só voltar aqui amanhã!

Xoxo.

See you soon.

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