Cromossomo 21 (Foto: Divulgação)
Cromossomo 21 (Foto: Divulgação)

O enredo de Cromossomo 21 é clássico: dois jovens se conhecem ao acaso, se tornam amigos, e a amizade se transforma em algo mais. Surgem barreiras no caminho do casal, que precisam ser enfrentadas, e o amor é colocado à prova. Milhares de filmes de diferentes décadas e nacionalidades compartilham a mesma premissa, porém, talvez nenhum deles tenha como protagonista uma personagem como Vitória, vivida por Adriele Lopes Pelentir. Independente, ativa, talentosa, ela é tudo isso e mais, e o seu romance com Afonso (Luís Fernando) provavelmente não seria objeto de nenhum tipo de censura, não fosse pelo fato de Vitória ter Síndrome de Down.

De um lado, a jovem recebe apoio e carinho incondicionais da mãe (Deborah Finocchiaro), enquanto que a principal oposição ao relacionamento fica por conta da mãe de Afonso (Suzy Aires), benfeitora da ONG da qual Vitória faz parte. Escrito e dirigido por Alex Duarte, Cromossomo 21 usa uma estrutura narrativa simples e bastante comum para falar sobre um drama que dificilmente é mostrado nas telas: o preconceito contra os que sofrem de algum tipo de deficiência, ilustrado pelos próprios e contando, além de Adriele, com vários outros atores portadores da síndrome. No decorrer da história esse preconceito é retratado de várias formas e em diferentes graus, focando hora em questões mais diretamente ligadas ao romance, hora mostrando um pouco do que pessoas como Vitória enfrentam todos os dias, além da ignorância e desinformação que permeia a doença.

O longa recebeu menção honrosa no Festival de Cinema de Gramado e foi eleito Melhor Filme pelo voto popular no Festival Internacional da Mulher em Punta Del Este, uma vez que tem em Vitória uma personagem tridimensional, com interesses e aspirações pessoais e profissionais que vão muito além do seu relacionamento com Afonso, explorando também a questão do feminismo.

Feito independentemente e de forma colaborativa, Cromossomo 21 é uma tentativa não apenas de inclusão, mas também de incitar o debate em torno de um tema delicado e complexo, que divide opiniões, e além do cunho educacional tem uma mensagem final bastante clara: todos têm o direito de se apaixonar, de se relacionar e de buscar a felicidade, assim como o direito de fazer suas próprias escolhas.

Assista o filme Cromossomo 21 no.

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