Crítica: O Processo

Filme é um respiro mais do que necessário entre a acelerada rotina da defesa de Dilma e a vertigem provocada pelos seus acusadores.

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Lais Rilda
Lais Rilda
Estudante de Rádio, TV e Internet e consequentemente apaixonada por audiovisual, passo a maior parte do tempo relacionando o que aprendo em sala de aula com o que vejo na vida real e na ficção.

O Processo (Reprodução/Vitrine Filmes)
O Processo (Reprodução/Vitrine Filmes)

O Processo, longa da brasiliense Maria Augusta Ramos, apresenta o cenário político do Brasil em 2016, que resultou no impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Sem abordagem direta de um entrevistador, o filme assume um caráter clássico do gênero documentário. As imagens são um registro da rotina de políticos em meio a construção de argumentos de defesa da presidenta.

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Todas as falas do filme são fragmentos de reuniões, plenárias e votações que aconteceram na câmara dos deputados e no senado. A rotina intensa dos envolvidos pode ser sentida pelo espectador, que como eu, se decepcionam mais uma vez em meio ao “espetáculo político”, encenado por representantes de uma elite política retrógrada, machista e autoritária.

As passagens no filme entre as etapas do processo de impeachment são feitas a partir de transições textuais com informações que contextualizam o cenário político e servem como um respiro mais do que necessário entre a acelerada rotina da defesa de Dilma e a vertigem provocada pelos seus acusadores.

O legado de O Processo está na presença discursiva de uma minoria de representantes, que assim como a maioria do eleitorado brasileiro escolheram Dilma. Esse discurso não foi exibido com tamanha profundidade por nenhuma emissora de canal aberto durante o desenrolar do processo. Por isso, a importância do filme está no seu papel de derrubar a barreira do discurso único, ajudando na construção da memória social para as próximas gerações.

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