Crítica: Oito Mulheres e Um Segredo

Oito Mulheres e Um Segredo usa tudo o que já vinha dando certo nos filmes protagonizados por George Clooney acrescentando um Girl Power e uma pitada de vingança.

Oito Mulheres e Um Segredo (Divulgação/Warner Bros.)
Oito Mulheres e Um Segredo (Divulgação/Warner Bros.)

Sandra Bullock no papel de Debbie Ocean, irmã do icônico Danny Ocean (da saga iniciada em “Onze Homens e Um Segredo”), sai da prisão já disposta a não apenas roubar o Met Ball mas mandar para a cadeia seu ex-namorado que a colocou no cárcere. Com esse plot, Oito Mulheres e um Segredo se desenvolve com uma sensação de “já vi isso antes” mas que se sobressai graças ao grandioso elenco que inclui Cate Blanchet, Helena Bonham Carter, Anne Hathaway, Rihanna, entre outras estrelas.

Desde as primeiras cenas somos presenteados com atuações impecáveis, seja das veteranas, seja das novatas. A própria Hathaway volta um pouco aos papeis leves e cômicos e quase não se reconhece a Fantine de Les Miserables. Rihanna, em seu segundo filme, é também uma surpresa excelente. Sandra Bullock e Cate Blanchett formam uma dupla maravilhosa e todos os tons parecem estar exatamente onde deveriam estar. Há ainda um toque cômico um pouco maior do que na trilogia masculina e um figurino MA-RA-VI-LHO-SO – não apenas nas cenas do Baile do Met. A sequência se desenvolve quase que com a mesma lógica dos outros filmes da série, com as respectivas apresentações das sete mulheres (sim, 7), o planejamento do roubo sendo apresentado e o roubo em si.

Particularmente, tive a sensação de que Oito Mulheres e Um Segredo supre qualquer falta que tenha havido nos seus antecessores ao mostrar uma mulher tentando “seu lugar ao sol” num ramo predominantemente masculino trazendo, inevitavelmente, as atuais realidades profissionais das mulheres à tona. É um filme sobre o poderio feminino e que se passa num dos eventos mais exclusivos do mundo. Vale ressaltar que o filme conta com participações das irmãs Kardashian, de Heide Klum, Serena Williams, Katie Holmes, Anna Wintour e muito mais.

Oito Mulheres e Um Segredo vai além da sequência de Clooney por trazer à tela não apenas a vontade de Debbie de ser tão boa no crime quanto seu falecido irmão, mas a mágoa de uma mulher traída pelo namorado. Mesmo misturando razão e emoção todo o tempo o plano dela parece perfeito. Além disso, o longa é cheio de plot twists e o final do roubo traz uma surpresa enorme. Duas, na verdade. Quando os créditos começam a surgir, parece que as quase duas horas de filme passaram voando e ainda deixa um gostinho de quero mais.

Será que teremos uma sequência do filme por ai?!

 

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