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Crítica: 50 São os Novos 30

Comédia dramática de Valerie Lemercier explora a crise de meia idade feminina.

50 São os Novos 30 (Divulgação/Cineart Filmes)
50 São os Novos 30 (Divulgação/Cineart Filmes)

Marie-Francine é uma mulher de 50 anos comum, casada, mãe de duas filhas adolescentes e pesquisadora em um laboratório de microbiologia. Sua vida não é o que se pode chamar de excitante, mas Marie é feliz. Isso até sua vida mudar por completo, quando o marido Emmanuel (Denis Podalydes) decide trocá-la por uma mulher 20 anos mais nova e o laboratório onde trabalha é fechado devido a uma contaminação, deixando-a desempregada. Sem dinheiro para pagar o aluguel de um apartamento, Marie-Francine é obrigada a voltar para a casa dos pais (Helene Vincent e Philippe Laudenbach), com os quais mantêm um relacionamento um tanto quanto complicado.

A atriz Valerie Lemercier, conhecida pelos populares Os Visitantes: Eles Não Nasceram Ontem! (“Les Visiteurs”) e O Pequeno Nicolau (“Le Petit Nicolas”) estrela, dirige e co-escreveu o longa, que trata da crise de meia idade feminina com humor e certa sensibilidade, porém sem muito aprofundamento. Confusa, depressiva e sem muitas perspectivas de futuro, Marie é persuadida pelos pais a mudar de ramo e abrir uma pequena loja de cigarros eletrônicos, onde, ironicamente, ela adquire o hábito de fumar. Persuadida também a conhecer diversos pretendentes, entre os quais nenhum a agrada, e sentindo-se frustrada uma vez que a vida de todos ao seu redor parece mais satisfatória que a sua.

O filme segue morno, com uma série de situações pontuais e diálogos não muito interessantes, até a chegada do personagem Miguel (Patrick Timsit). Português e chefe em um restaurante próximo à loja de cigarros, Miguel se encanta com Marie-Francine à primeira vista e passa a cortejá-la com deliciosas refeições. A partir daí o filme passa de comédia dramática a rom-com, com situações típicas do gênero, incluindo um mal entendido com a gêmea idêntica de Francine, Marie-Noëlle, e o fato de que o casal guarda segredos um do outro: ambos tem vergonha de admitir que moram com os pais.

Com final previsível, não há nada de original ou particularmente interessante em 50 São os Novos 30 (ou Marie-Francine, no título original em francês). O filme permanece quase que completamente no mesmo tom letárgico, com trilha composta em grande parte por clássicos fados portugueses, e em termos de fotografia não há o que ser apreciado. Apesar disso, nos sentimos apegados à protagonista, mesmo que superficialmente, e há certa satisfação em vê-la superar um momento difícil e encontrar novamente a felicidade.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

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