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Missão: Impossível – Efeito Fallout | Crítica

Tom Cruise retorna às telonas na pele do agente Ethan Hunt, com stunts mais impressionantes do que nunca.

Missão: Impossível - Efeito Fallout (Divulgação/Paramount Pictures)
Missão: Impossível – Efeito Fallout (Divulgação/Paramount Pictures)

Não é preciso ser fã de filmes de ação ou espionagem para apreciar uma série como Missão: Impossível, assim como não é preciso ser fã do Tom Cruise para admirar seu comprometimento em entregar filmes onde grande parte do que se vê na tela é real e protagonizado pelo próprio, inclusive – e especialmente – as cenas mais perigosas, e consequentemente impressionantes. Aos 56 anos e em sua melhor forma, Cruise mostra mais uma vez porque é um dos maiores heróis de ação de todos os tempos, se arriscando em sequências que nenhum outro ator com metade da sua idade aceitaria encarar.

Efeito Fallout é uma continuação direta do seu antecessor, mantendo Solomane Lane (Sean Harris) como principal adversário, que dessa vez assombra os sonhos de Hunt juntamente com a ex-mulher Julia Meade (Michelle Monaghan) que o agente teme ter tido a vida destruída devido aos riscos do seu trabalho. Logo de início somos introduzidos à missão: recuperar uma grande quantidade de plutônio que está à venda no mercado negro para quem der o maior lance, correndo o risco de cair nas mãos de uma organização terrorista autodenominada Os Apóstolos, que planejam então usá-lo para fabricar bombas nucleares.

A equipe de confiança de Hunt retorna em Fallout: o alívio cômico Benji (Simon Pegg), ainda um pouco inseguro em sua nova função como agente de campo, e o lendário Luther (Ving Rhames). Rebecca Ferguson também retorna na pele da sempre misteriosa agente britânica Ilsa, que está sempre um passo à frente. Quando a missão falha, o diretor da IM5 Alan Hunley (Alec Baldwin) tem sua autoridade subjugada pela CIA, que envia o agente August Walker (Henry Cavill) para garantir que Ethan siga as ordens da central de inteligência à risca. Os opostos, nesse caso, não se atraem, e as diferenças entre os métodos da dupla tornam o conflito inevitável.

O longa é escrito e dirigido pelo amigo de longa data de Cruise, Christopher McQuarrie, que também dirigiu Jack Reacher: O Último Tiro (2012), No Limite do Amanhã (2014) e que retorna após Nação Secreta (2015), se tornando o primeiro a dirigir 2 filmes da franquia. Em meio a intensas e muito bem executadas sequências de ação, sejam motorizadas pelas estreitas ruelas de Paris, a bordo de um helicóptero por entre as montanhas ou um embate a três em um banheiro público masculino, o filme produzido por Cruise, McQuarrie e J.J Abrams, é uma carta de amor à Ethan Hunt. À sua empatia, amizade, compaixão pelos inocentes e capacidade de manter a integridade mesmo após anos lidando com todo o tipo de violência.

Com tantos blockbusters recheados de CGI e vazios de conteúdo que assolam os cinemas nessa época do ano, Missão: Impossível – Efeito Fallout consegue ser melhor que todos, mantendo uma fórmula já conhecida, trazendo a nostalgia de uma franchise querida há anos por milhões de espectadores e o mais importante, permanecendo revigorado e atual.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

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