Crô em Família: confira entrevista exclusiva com Jefferson Schroeder

Ator contou como foi trabalhar ao lado de Marcelo Serrado, sobre interpretar uma mulher e revelou projetos futuros no cinema.

Jefferson Schroeder em evento de "Crô em Família" (Foto: Divulgação)
Jefferson Schroeder em evento de “Crô em Família” (Foto: Divulgação)

Apesar de não ser sua primeira aparição no cinema, é a primeira vez que Jefferson Schroeder ganha um papel de destaque nas telonas. O ator que surgiu no teatro e bombou na internet com seus vídeos de dublagens de reality shows e sua capacidade de fazer diversas vozes agora estrela a comédia Crô em Família, ao lado de Marcelo Serrado.

O filme chegou aos cinemas nesta quinta-feira, 6 de setembro, em mais de 700 salas por todo o Brasil. Crô em Família é a sequência de “Crô: O Filme”, que por sua vez traz o personagem que fez sucesso na novela “Fina Estampa”, de Aguinaldo Silva. Tentando se desvencilhar da sua origem no folhetim, algo que ainda estava muito intrínseco ao primeiro filme, “Crô em Família” contou com uma série de participações especiais para dar um novo fôlego a trama.

Entre as participações no filme, está a presença de Jefferson Schroeder que interpreta uma das funcionárias de Crô em sua escola de etiqueta e finesse, mas que também é uma de suas melhores amigas e confidente. Durante a pré-estreia de Crô em Família no Recife, Schroeder bateu um papo com o Café de Ideias sobre sua participação na comédia e sobre sua personagem, a Geni.

Confira abaixo a entrevista exclusiva de Jefferson Schroeder para o Café de Ideias.

Você veio do teatro, explodiu na internet com suas dublagens e agora está nos cinemas. Já há outros projetos engatilhados?

Eu estou no “Pérola”, que tem direção do Murilo Benício e que é pro ano que vem e uma pequena participação em “A Divisão”, que é filme policial do Vicente Amorim, que também é pro ano que vem.

Como foi trabalhar ao lado do Marcelo Serrado?

Muito legal, eles me convidaram pra fazer o filme, eu nem sabia que estavam pensando em mim pra fazer o filme e ai recebi uma ligação dizendo que estava quase aprovado e falei, “UAU!”, fiquei super feliz. E cheguei, não conhecia ninguém… eu tinha que fazer a melhor amiga do Crô e não conhecia o Marcelo ainda. A gente ficou amigo bem rápido, por isso foi tudo bem.

Jefferson Schroeder atuou ao lado de Marcelo Serrado (Divulgação/Imagem Filmes)
Jefferson Schroeder atuou ao lado de Marcelo Serrado (Divulgação/Imagem Filmes)

Como foi fazer a Geni?

Ah foi muito legal né, eu tenho essa coisa de fazer as vozes, mas eu tinha a preocupação de por ser cinema, não fazer ela muito exagerada. Eu fiz todo o trabalho da Geni pensando como seria se fosse uma atriz fazendo, tentei fazer o mais natural possível.

Você teve liberdade para improvisar no filme? Há algo específico que foi criação sua?

Até que sim, uns bordões da internet a gente teve uma certa abertura pra atualizar. Isso [a internet] é muito rápido né, e como filme tem muita coisa de internet, a gente acabou mudando algumas coisas que estavam no roteiro, mas no geral o roteiro tá fiel [ao original]. Tem um improviso do bombeiro Brian com a Kate, isso não tinha no roteiro, a gente colocou no meio das filmagens.

Jefferson Schroeder como Geni em Crô em Família (Divulgação/Imagem Filmes)O filme não deixa claro quem de verdade é a Geni (se mulher, drag, travesti, trans…). Sendo um homem interpretando uma personagem feminina, você não acha que há abertura para discussões controversas acerca disso?

Eu não tive nenhum retorno ruim, e fiquei até na dúvida quando me chamaram… é até uma coisa que estava conversando com o Luís Miranda hoje [dia da entrevista]. Eu e ele somos atores que há muito tempo fazemos personagens femininas, de voz, de composição e isso é similar ao que os homens fazem como drags, que tem esses personagens femininos. Eu até conversei com um amigo, “será que vai dar problema eu fazer a Geni?” e ele falou “não, você tem várias drags na tua história”. Então, eu acho que eu e o Luís Miranda somos atores que temos isso na gente, é uma veia artística nossa e temos o respeito por isso.

Durante a exibição do filme para imprensa, até demorei um pouco pra perceber que era você interpretando a Geni…

Você comentar isso, pra mim isso é incrível, por que se alguém achar que a Geni é uma trans, creio que estou honrando essas mulheres trans por tá fazendo a Geni sem nenhum tipo de crítica, sem uma ilustração, sem vulgarizar, então, não tive nenhuma reação não. E apesar de ter essa história de “pink money”, que as pessoas falam sobre explorar esse universo gay, [Crô em Família] é um filme que também não é isso, apesar de ser um filme bem gay, ele não explora esse público, é um filme bem ingênuo, é como se fosse só uma parte da vida do Crô que veio lutando desde a novela… e é isso, é a arte e de alguma forma a gente tem que ter essa liberdade artística. A gente nunca vai fazer só a gente no cinema, nunca vai fazer um personagem que só é igual a você.

Entrevista realizada ao vivo por Pedro Pessoa durante a pré-estreia de Crô em Família no Recife. Agradecimentos: Imagem Filmes e Espaço Z.

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