Os Invisíveis | Crítica

Misto de ficção e documentário, filme narra a Guerra em Berlim sob a ótica de quatro sobreviventes.

Os Invisíveis (Divulgação/A2 e Mares Filmes)
Os Invisíveis (Divulgação/A2 e Mares Filmes)

Enquanto aborda histórias de judeus no período que o nazismo prevalecia na Alemanha, Os Invisíveis navega entre o documental e o ficcional. Quatro personagens foram escolhidos para narrar essas histórias e é justamente isso que liga essas pessoas: a possibilidade de contar sua trajetória. Eles são sobreviventes.

No docudrama dirigido por Claus Räfle, após o Partido Nazista tornar oficial a perseguição ao povo judeu na Alemanha, muitos deles precisam se tornar praticamente invisíveis, entre eles a jovem órfã Hanni Lévy (Alice Dwyer); o habilidoso falsificador Cioma Schönhaus (Max Mauff); o apaixonado adolescente Eugen Friede (Aaron Altaras); e Ruth Arndt (Ruby O. Fee), que perde o contato com a família passando-se por viúva e trabalhando para um oficial alemão. Os quatro judeus voltam no tempo ao narrar parte da sua juventude. Enquanto olham para câmera contando relatos da época, a ficção nos leva a imersão dessas memórias onde a violência contra os judeus era brutal.

O filme se destaca por conseguir suavizar a transição entre as entrevistas com os sobreviventes e a interpretação dos atores. Além disso, o longa não utiliza cenas de violência durante o seu desenvolvimento. Majoritariamente, a tensão e violência são percebidas pelas palavras e interpretações.

A solidariedade é um outro tema presente na obra. Os quatro sobreviventes de Os Invisíveis só conseguiram resistir graças a ajuda de terceiros que discordavam do cenário violento instalado na época.

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