Cadáver | Crítica

Cadáver cria clima claustrofóbico em necrotério com corpo possuído após exorcismo malsucedido.

Cadáver (Divulgação/Sony Pictures)
Cadáver (Divulgação/Sony Pictures)

O gênero terror sobrevive nos cinemas não só pela legião de fãs que estão sempre prontos para serem pegos de surpresa e tomar um bom sustos, como também pela leva de bons filmes que sempre surgem em meio a tantas produções de gosto duvidoso. As produções Hollywoodianas de baixo orçamento tem se destacado com o lançamento de bons filmes do gênero como os recentes “Hereditário”, “Corra!” e “A Morte te dá Parabéns”. Outro longa que se destacou nessa recente retomada do terror de qualidade foi “O Homem nas Trevas”, que traz de volta aos cinemas a sua equipe para realizar o claustrofóbico “Cadáver”.

O longa começa com uma cena comum de possessão demoníaca e exorcismo, que vem a impressionar somente em seus takes finais. O corpo de Hannah Grace, que dá nome ao título original do filme (“The Possession of Hannah Grace”), surge três meses depois num necrotério onde a jovem Megan vai trabalhar.

A jovem assume o turno da noite para tentar se desvencilhar das armadilhas do alcoolismo e do consumo de drogas farmacêuticas, já que está em processo de reabilitação. No necrotério, atividades estranhas começam a acontecer e não irá demorar muito para que Megan perceba que o que tem presenciado é mais do que delírios consequentes do seu tratamento.

Sucesso na televisão por seu papel protagonista nas sete temporadas de “Pretty Little Liars”, Shay Mitchell se dá bem em meio a atmosfera de suspense construída pelo filme. O cineasta holandês Diederik van Rooijen consegue criar uma sensação de claustrofobia nas cenas do necrotério, por onde grande parte do filme se situa. Ao mesmo tempo que o espectador se sente preso num local escuro, “morto” e quase inabitado – apenas a Megan trabalha no local, que possui uma série de restrições para a entrada de estranhos -, a presença da entidade demoníaca parece tomar conta de todo o espaço, fazendo do espaçoso um campo apertado, de tirar o fôlego.

O filme aposta pouco nos jump scares, o que não é um problema, mas quando o faz não é bem sucedido. Talvez falte o fator surpresa, já que a trama se desenvolve para um final esperado e clichê e o roteiro didático entregue o que vai acontecer. Ainda assim, Cadáver é um filme que entretém e embora não entre para a lista de produções recentes e memoráveis do gênero, funciona como passatempo para quem gosta do bom e velho clima sombrio do terror.

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