Bumblebee | Crítica

Novo filme da franquia Transformers surpreende e agrada.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

Bumblebee (Divulgação/Paramount Pictures)
Bumblebee (Divulgação/Paramount Pictures)

Há algum tempo as sequências da franquia Transformers tem desagradado os fãs e a crítica pelo excesso de cenas de ação frenéticas e mal editadas, abuso de efeitos especiais, roteiros fracos e personagens mal desenvolvidos, trazendo ao diretor Michael Bay uma fama nada agradável. Recentemente, à luz do movimento #metoo, a atriz Megan Fox, estrela dos dois primeiros filmes da série ao lado de Shia LaBeouf, comentou sobre as polêmicas envolvendo Bay e os motivos pelos quais foi demitida da produção. Megan lamentou que na época sua posição com relação aos comportamentos inadequados do diretor e a exploração hiper sexualizada da sua personagem Mikaela não foram levados à sério, acabando por manchar sua imagem e prejudicar sua carreira. Os comentários repercutiram na mídia e nas redes sociais, com o público afirmando que Hollywood a devia desculpas.

Em meio a tudo isso, a ideia de um reboot – ou prequel – da franquia soou estranho aos ouvidos da maioria, pronta para receber o novo longa com o mesmo desgosto do seu antecessor, Transformers 5: O Último Cavaleiro (2017). Mas, surpresa, o que acontece com Bumblebee, nas mãos do diretor e animador Travis Knight (Kubo e as Cordas Mágicas, ParaNorman, Os Boxtrolls) é justamente o contrário: a série ganha vida nova.

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Hailee Steinfeld em "Bumblebee" (Divulgação/Paramount Pictures)
Hailee Steinfeld em “Bumblebee” (Divulgação/Paramount Pictures)

O ano é 1987 e a guerra entre Autobots e Decepticons domina Cybertron, seu planeta de origem. Acuado, Optimus Prime decide enviar B-127 para a Terra, a fim de firmar a base da resistência e preparar a chegada do restante do grupo. Seguido por um Decepticon, o Autobot perde a voz – interpretada por Dylan O’Brien (Teen Wolf, Maze Runner) – durante uma luta brutal, e após um primeiro encontro turbulento com o Agente Burns (John Cena), ferido e sem memória, B-127 permanece adormecido como um Fusca amarelo em um ferro-velho de São Francisco, Califórnia.

Decepticons são dublados por Justin Theroux e Angela Bassett (Divulgação/Paramount Pictures)
Decepticons são dublados por Justin Theroux e Angela Bassett (Divulgação/Paramount Pictures)

É lá que Charlie Watson, interpretada pela talentosa Hailee Steinfeld (Quase 18, Bravura Indômita) o encontra. Charlie enfrenta seus próprios problemas: a morte recente do pai a deixou sem chão, vulnerável e cheia de uma angústia que ela não sabe como expressar para o resto da família. Solitária, a garota usa os conhecimentos em mecânica aprendidos com pai para ajudar B-127, prontamente apelidando-o de Bumblebee e criando com ele um forte laço de amizade. As comparações com E.T. – O Extraterrestre são muitas, o que no caso de um filme da franquia Transformers deve ser considerado como um elogio. Juntos eles enfrentarão Dropkick e Shatter, dois novos Decepticons com habilidade de assumir a forma tanto de veículos terrestres quanto aéreos, com as vozes de Justin Theroux e Angela Bassett, respectivamente.

Anos luz do cinismo e dos exageros que tomaram conta da série após o original, o longa foca em construir e explorar conexões emocionais entre seus personagens. O roteiro de Christina Hodson (Refém do Medo, Paixão Obsessiva) funciona em sua maior parte, ajudado pela ótima química entre Charlie e Bumblebee, e embora tenha defeitos (seja de continuação, seja de alguns dos momentos cômicos que não funcionam, seja a atuação de Cena que deixa a desejar), o filme é contido e modesto, sem pretensões de grandeza absurdas, e consegue aquilo ao que se propõe: ser um blockbuster agradável e divertido embalado por clássicos dos anos 80, com momentos de emoção genuína, além de boas sequências de ação.

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