Alita: Anjo de Combate | Crítica

Graphic Novel de Yukito Kishiro ganha vida na visão de James Cameron.

Alita: Anjo de Combate (Divulgação/Fox Film)
Alita: Anjo de Combate (Divulgação/Fox Film)

Após ser encontrada em um ferro velho e trazida de volta à vida pelo Dr. Dyson Ido (Christoph Waltz), a ciborgue Alita (Rosa Salazar) acorda em um novo corpo, construído pelo doutor para sua falecida filha adolescente, sem nenhuma memória de quem é ou de onde veio. Com a ajuda de Ido e Hugo (Keean Johnson) um charmoso garoto local que guarda seus próprios segredos, Alita parte para explorar o mundo à sua volta, até que uma situação de perigo inesperada revela que a jovem não é quem parece ser.

Confrontada com uma capacidade muito acima do normal até mesmo para robôs de última geração, habilidades de combate impressionantes e estranhos flashbacks, ela rapidamente se dá conta que não é uma ciborgue comum. Construída a partir de um tipo de tecnologia alienígena extremamente avançada, proveniente do mesmo povo que invadiu a Terra há mais de 300 anos, Alita é, na verdade, uma guerreira.

Jennifer Connelly e Mahershala Ali interpretam Dra. Chiren e o perigoso Vector, respectivamente. Ex-esposa de Ido, alia-se à Vector na esperança de retornar à Zalem, última cidade flutuante que restou após a invasão e na qual os moradores da Ilha de Ferro são proibidos de entrar, sob pena de morte. Vector, por sua vez, controla o campeonato de “Motorball”, onde os concorrentes, deslizando sob patins, lutam para ser o último sobrevivente em um jogo letal. O prêmio? O direito de se mudar para a utópica Zalem. Vector age sob as ordens de Nova, um personagem misterioso que “tudo vê”, capaz de controlar mentes e corpos alheios, interpretado por um dos grandes nomes de Hollywood em um rápido cameo.

Rosa Salazar interpreta Alita (Divulgação/Fox Film)
Rosa Salazar interpreta Alita (Divulgação/Fox Film)

Com direção de Robert Rodriguez (Sin City, Era Uma Vez no México), que assina o roteiro juntamente com James Cameron, que produziu e idealizou o projeto por mais de 20 anos, e Laeta KalogridisAlita: Anjo de Combate é baseado na graphic novel “Gunnm” de Yukito Kishiro, usando e abusando das técnicas mais modernas que o CGI e o motion capture tem para oferecer, resultando em uma cópia digital perfeita da atriz Rosa Salazar – exceto pelos olhos anormalmente grandes e típicos de anime.

Se o espetáculo de efeitos construídos pela equipe de ninguém menos que Peter Jackson é indiscutível, com um orçamento de U$200 milhões de dólares, o roteiro deixa a desejar. Com diálogos fracos e superficiais, o filme parece focar mais em um público infantojuvenil, e falta profundidade à basicamente todos os personagens. Após um interessante primeiro ato, o longa se arrasta e perde foco.

Detalhes sobre o passado da personagem e outros fatos importantes são explicados superficialmente, e o embate frente à frente com o temido vilão Nova também é adiado. Tudo isso pode até ser descontado mediante a possibilidade de uma devida exploração em novos capítulos de uma possível franchise, porém mesmo com todos os nomes de peso envolvidos no projeto não existe nenhuma garantia que isso aconteça. Com mais de 2hrs de duração, Alita: Anjo de Combate finaliza em uma sequência supostamente épica que abre espaço para futuras continuações. Resta aguardar o box office para saber quando – e se – elas virão.

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