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Escape Room | Crítica

Jogos de "escape" da vida real viram disputa mortal em novo thriller psicológico.

Escape Room (Divulgação/Sony Pictures)
Escape Room (Divulgação/Sony Pictures)

Os jogos de Escape Room viraram febre no Brasil. Cada vez mais populares, tratam-se de salas onde os desafiados ficam presos e devem solucionar um mistério para conseguir escapar. Agora, o cineasta Adam Robitel (“Sobrenatural: A Última Chave”) leva para as telonas uma versão assustadora da atração.

No filme, os personagens são reunidos por uma questão em comum. Todos vão parar num jogo de Escape Room após receberem um convite misterioso, que oferece 10 mil dólares se conseguirem escapar.

Zoey, Jason, Ben, Amanda, Mike e Danny acabam descobrindo que aquele não é um jogo comum, com aqueles que a gente paga pra se divertir. Eles terão de lutar pela sobrevivência, já que cada sala por onde passam apresenta um desafio mortal da forma mais diferente possível.

O elenco é encabeçado por Taylor Russel (“Perdidos no Espaço”), Jay Ellis (“Tog Gun: Maverick”), Logan Miller (“O Bom Vizinho”), Deborah Ann Woll (“Demolidor”), Tyler Labine (“New Amsterdam”) e Nik Dodani (“Atypical”). Apesar de ter vários rostos não tão populares, seus personagens acabam se encontrando ao longo do filme.

Danny, personagem de Nik Dodani, é um dos destaques pela forma como é bem utilizado pelo roteiro. Ele surge como um nerd que entende tudo sobre Escape Room, e faz a função de explicar ao público (e aos demais jogadores) como tudo funciona. Claro, sem saber das surpresas que o esperam pela frente.

Cena do filme Escape Room (Divulgação/Sony Pictures)
Cena do filme Escape Room (Divulgação/Sony Pictures)

Se no começo o longa parece ser um tanto massante, a trama se desenvolve rapidamente a medida que os jogos são apresentados. A tensão é crescente e proporcional ao andamento do roteiro, muito pelo trabalho de direção e trilha, mas também na ambientação construída pela direção de arte. O clima claustrofóbico e assustador impera em cada bloco, tornando crível a ideia de que é quase que impossível escapar daquelas salas.

No entanto, é inegável que a fórmula se esgota no próprio jogo de “escape”. Quando tenta além disso, seja no começo ou no fim do longa, perde sua originalidade ao deixar claro a pretensão de se tornar uma franquia, assim como outros thrillers a que parece ter se inspirado.

Apesar de lembrar outras produções já estabelecidas como a franquia “Jogos Mortais” ou até mesmo “O Jogo” de David Fincher, Escape Room se destaca por usar como fórmula o jogo que está em alta no mundo fora das telonas. Essa aproximação entre realidade e ficção acabam tornando o filme mais divertido e surpreendente, no mais alto nível em que os jogos prometem ser.

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Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.

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