Shazam! | Crítica

Após sucesso de Aquaman, DC aposta em comédia como novo capítulo do seu universo cinematográfico.

Shazam (Divulgação/Warner Bros.)
Shazam (Divulgação/Warner Bros.)

Billy Batson (Asher Angel) é um adolescente esperto e independente, que após ter se separado da mãe ainda criança, acostumou-se a fugir constantemente de lares adotivos, em uma busca incansável para reencontrá-la. Após a confusão mais recente, é acolhido por uma numerosa família com muito amor para dar, o que não significa que ele esteja pronto para recebê-lo. Tudo muda quando o garoto é transportado para uma outra dimensão e lá encontra o Mago Shazam (Djimon Hounsou), que sem muitas explicações, transfere para ele todos os seus poderes, dando vida a forma adulta de Billy, interpretada por Zachary Levi.

Levi se mostra o casting perfeito para o papel, conseguindo transparecer a ingenuidade, a energia e as incertezas adolescentes de Billy de forma bastante convincente. Ao voltar para o mundo real, sua primeira reação é procurar Freddy (Jack Dylan Grazer), um de seus novos irmãos adotivos, particularmente obcecado com quadrinhos e super heróis, em especial Batman e Super-Homem, que são constantemente mencionados durante o filme. Juntos, os garotos realizam uma série de testes hilários a fim de descobrir seus poderes ocultos, fazendo uso deles das formas menos honrosas possíveis, e seguindo a tradição da era digital, postando tudo no Youtube.

Esses são os momentos mais realistas e que mais funcionam no longa, com roteiro de Henry Gayden e direção de David F. Sandberg (Annabelle 2, Quando as Luzes se Apagam), que sofre de alguns pequenos problemas de ritmo, construção do universo e efeitos especiais. Mas nada disso tira do espectador o prazer de acompanhar um super herói “em treinamento”, com defeitos e preocupações mundanas, com o qual podemos simpatizar cem por cento, além da química espetacular entre Zachary e Dylan que são incrivelmente carismáticos, juntos e separados.

Shazam e Doutor Silvana (Divulgação/Warner Bros.)
Shazam e Doutor Silvana (Divulgação/Warner Bros.)

E como toda a história precisa de um vilão, esse aparece na pele do Doutor Silvana, interpretado pelo sempre ótimo Mark Strong. Silvana, quando criança, foi testado pelo Mago Shazam para comprovar a pureza do seu coração, mas o considerou inapto para receber seus poderes. A rejeição, juntamente com o relacionamento conturbado com o pai e a necessidade de ter seu valor reconhecido, formam as bases da vilania do personagem, que tentará a qualquer custo roubar os incríveis poderes do herói.

Apesar dos elementos fantásticos, da magia e dos super poderes, Shazam! é primordialmente um filme sobre família – seja de sangue ou aquela que escolhemos – e sobre o poder da amizade. Soa clichê, e o filme peca em alguns momentos pelo excesso, mas esses temas são abordados de tal forma, passando longe de qualquer sugestão de cinismo, que não há como não se emocionar e torcer pelos personagens. Em meio a tantos filmes do gênero que se esforçam para parecerem mais sérios do que realmente são, o longa é como um sopro de ar fresco e uma prazerosa aventura do início ao fim.

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