Brightburn – Filho das Trevas | Crítica

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

Brightburn - Filho das Trevas (Foto: Divulgação)
Brightburn – Filho das Trevas (Foto: Divulgação)

Um casal amável, sem filhos, morando em uma fazenda isolada, testemunha a queda do que parece ser um meteoro. Ao investigar o local, descobrem um estranho objeto que parece ter vindo de outro planeta, e nele, um bebê sozinho e indefeso. O casal adota a criança secretamente e o cria com todo o amor e carinho. Com o tempo, porém, o garoto começa a exibir sinais estranhos como rapidez e força sobrenaturais. Confuso, ele descobre escondida no celeiro da fazenda a nave espacial que o trouxe à terra e seus pais são obrigados a lhe contar toda a verdade.

Soa familiar? Algum herói de capa vermelha vem à mente? Não se engane. O personagem em questão não é Clark Kent/Super Homem e sim Brandon Breyer/Brightburn. O longa dirigido por David Yarovesky com roteiro de Brian e Mark Gunn e produzido por James Gunn não tenta esconder as referências à história do Homem de Aço, ao contrário: se apropria delas e cria seu próprio herói, apenas acrescentando elementos de terror e substituindo o carismático e bem intencionado Clark por um adolescente sociopata com instintos malignos.

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Em lugar do povo evoluído de Krypton, Brandon aparentemente descende de uma raça de seres sobrenaturais que o enviou à terra para matar, dominar e destruir. No começo do longa, Brandon é “possuído” pela força do mal que sobreviveu em sua nave e que lhe dá instruções. Esse ser nunca é visto ou nomeado, mas apenas representado por uma forte luz vermelha e uma voz sobrenatural em uma língua desconhecida. O filme não deixa claro se Brandon está apenas seguindo as ordens dessa entidade ou se ela apenas despertou algo que já existia nele desde o nascimento e que estava adormecido.

O motivo das coisas realmente não parece ser o forte do longa, e sim mostrar a ameaça da existência de um adolescente volúvel e masoquista com super poderes suficientes para destruir uma cidade inteira em poucas horas. A falta de um embasamento mais consistente e de informações complementares, entretanto, transforma Brightburn em uma experiência rasa. Elizabeth Banks e David Denman interpretam os pais de Brandon, que ficam chocados a cada nova demonstração do que o garoto é fisicamente capaz de fazer, como se esquecessem que ele é literalmente um alienígena.

“Uma ideia só não faz verão” é a melhor forma de descrever o longa. Os elementos que Gunn emprestou à Guardiões da Galáxia e que transformaram os filmes em grandes sucessos faz muita falta em Brightburn, cujo principal problema está na execução, e não exatamente na premissa a partir da qual foi idealizado. Ao invés de investir em um desenvolvimento crescente do personagem, o roteiro trabalha em círculos, do horror, de volta à vida normal, quebrando a tensão exatamente nos momentos onde deveria aumentá-la gradualmente. Nem o terror, nem os elementos de ficção, o drama ou as fracas tentativas de humor são potentes o suficiente para trazer o filme à vida ou fazer dele ao menos um entretenimento acima da média.

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