MIB: Homens de Preto Internacional | Crítica

Novo capítulo da franquia abre as portas para a inclusão sem deixar de ser engraçado.

MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)
MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)

Sempre que a terra estiver em perigo de uma ameaça alienígena, existirá um grupo de misteriosos homens de terno preto para protegê-la. Agora, em 2019, esse grupo ficará um pouco mais inclusivo. Tessa Thompson embarca na nova aventura MIB: Homens de Preto Internacional como a Agente M, e junto com o Agente H, Chris Hemsworth, fará de tudo para proteger o planeta de vilões de outra galáxia, além de tentar descobrir se há realmente um traidor disfarçado dentro da divisão. Dirigido por F. Gary Gray, que é também responsável pelo oitavo capítulo da saga Velozes e Furiosos, o filme traz os conceitos já conhecidos da franquia, com algumas novas mensagens que dão a entender que a organização virá a se tornar menos machista.

O filme explora o universo familiar do relacionamento político entre a terra e seus visitantes intergalácticos, tendo Emma Thompson e Liam Neeson como chefes dos departamentos americano e britânico, respectivamente. É em Londres que os agentes M e H se encontram pela primeira vez, e partem com a missão de fazer companhia à um representante de uma importante e perigosa raça, que é assassinado por uma dupla de misteriosos guerreiros com habilidade de manipular a matéria. Entre descobrir o que os mercenários estão à procura e provar quem está desviando informações valiosas de dentro da divisão, M e H desenvolvem uma amizade que pode vir a ser, quem sabe, algo mais.

Tessa Thompson e Chris Hemsworth em cena de MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)
Tessa Thompson e Chris Hemsworth em cena de MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)

No caminho, a dupla conhece o pequeno Pawny (Kumail Nanjiani), último sobrevivente de sua raça que se encanta por M e promete servi-la. O personagem animado tem momentos hilários e ótima química com Tessa e Hemsworth, que atuaram juntos recentemente em “Vingadores: Ultimato”, ao final do qual Thor entrega o comando do que restou do povo asgardiano aos cuidados de Valkyrie. A amizade dos dois começou ainda em 2017 com “Thor: Ragnarok”, o que ajuda a deixar o time de comédia mais fluido e eficiente. O filme tem ainda a participação especial de Sérgio Mallandro como alienígena disfarçado, em uma ação promocional da Sony.

É a primeira vez que a franquia coloca uma mulher no papel principal de uma agente, e diversas mensagens ao longo do filme – mesmo que um tanto óbvias – dão a entender que a Sony buscou uma representação feminina mais forte no universo MIB, que sempre foi um exemplo de club do bolinha.

A trama visita países como a França e o Marrocos, aumentando o escopo das edições anteriores, contando ainda com Rebecca Ferguson no papel de Riza, ex-amante de H e uma traficante internacional de armas e artefatos diversos. MIB: Homens de Preto Internacional não tenta ser nada além do que é: uma diversão fácil para adultos e crianças, com roteiro simples e enredo fácil de acompanhar. Tessa Thompson é uma presença carismática e cativante em tela – com uma atuação acima da de Hemsworth, que quando não está interpretando o Deus do Trovão Thor, tende a ser um pouco monótono. Mesmo sem grandes surpresas ou reviravoltas, o longa tem alguns momentos genuinamente engraçados e vale o preço do ingresso.

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