MIB: Homens de Preto Internacional | Crítica

Novo capítulo da franquia abre as portas para a inclusão sem deixar de ser engraçado.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)
MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)

Sempre que a terra estiver em perigo de uma ameaça alienígena, existirá um grupo de misteriosos homens de terno preto para protegê-la. Agora, em 2019, esse grupo ficará um pouco mais inclusivo. Tessa Thompson embarca na nova aventura MIB: Homens de Preto Internacional como a Agente M, e junto com o Agente H, Chris Hemsworth, fará de tudo para proteger o planeta de vilões de outra galáxia, além de tentar descobrir se há realmente um traidor disfarçado dentro da divisão. Dirigido por F. Gary Gray, que é também responsável pelo oitavo capítulo da saga Velozes e Furiosos, o filme traz os conceitos já conhecidos da franquia, com algumas novas mensagens que dão a entender que a organização virá a se tornar menos machista.

O filme explora o universo familiar do relacionamento político entre a terra e seus visitantes intergalácticos, tendo Emma Thompson e Liam Neeson como chefes dos departamentos americano e britânico, respectivamente. É em Londres que os agentes M e H se encontram pela primeira vez, e partem com a missão de fazer companhia à um representante de uma importante e perigosa raça, que é assassinado por uma dupla de misteriosos guerreiros com habilidade de manipular a matéria. Entre descobrir o que os mercenários estão à procura e provar quem está desviando informações valiosas de dentro da divisão, M e H desenvolvem uma amizade que pode vir a ser, quem sabe, algo mais.

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Tessa Thompson e Chris Hemsworth em cena de MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)
Tessa Thompson e Chris Hemsworth em cena de MIB: Homens de Preto Internacional (Divulgação/Sony Pictures)

No caminho, a dupla conhece o pequeno Pawny (Kumail Nanjiani), último sobrevivente de sua raça que se encanta por M e promete servi-la. O personagem animado tem momentos hilários e ótima química com Tessa e Hemsworth, que atuaram juntos recentemente em “Vingadores: Ultimato”, ao final do qual Thor entrega o comando do que restou do povo asgardiano aos cuidados de Valkyrie. A amizade dos dois começou ainda em 2017 com “Thor: Ragnarok”, o que ajuda a deixar o time de comédia mais fluido e eficiente. O filme tem ainda a participação especial de Sérgio Mallandro como alienígena disfarçado, em uma ação promocional da Sony.

É a primeira vez que a franquia coloca uma mulher no papel principal de uma agente, e diversas mensagens ao longo do filme – mesmo que um tanto óbvias – dão a entender que a Sony buscou uma representação feminina mais forte no universo MIB, que sempre foi um exemplo de club do bolinha.

A trama visita países como a França e o Marrocos, aumentando o escopo das edições anteriores, contando ainda com Rebecca Ferguson no papel de Riza, ex-amante de H e uma traficante internacional de armas e artefatos diversos. MIB: Homens de Preto Internacional não tenta ser nada além do que é: uma diversão fácil para adultos e crianças, com roteiro simples e enredo fácil de acompanhar. Tessa Thompson é uma presença carismática e cativante em tela – com uma atuação acima da de Hemsworth, que quando não está interpretando o Deus do Trovão Thor, tende a ser um pouco monótono. Mesmo sem grandes surpresas ou reviravoltas, o longa tem alguns momentos genuinamente engraçados e vale o preço do ingresso.

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