Homem-Aranha: Longe de Casa | Crítica

Sem Tony Stark, Peter Parker precisa assumir o seu lugar como herói, mas não antes de se declarar para MJ.

Jake Gyllenhaal e Tom Holland em Homem-Aranha: Longe de Casa (Divulgação/Sony Pictures)
Jake Gyllenhaal e Tom Holland em Homem-Aranha: Longe de Casa (Divulgação/Sony Pictures)

Quando o título Homem-Aranha: Longe de Casa foi definido, não podia ser diferente. Ele já entrega o que está por vir nas pouco mais de 2 horas de aventuras do amigo da vizinha. Mas antes de seguir em férias e ficar literalmente longe de casa, Peter Parker (Tom Holland) precisa lidar com a perda de Tony Stark, que vimos partir em “Vingadores: Ultimato”. O longa começa logo após os eventos do último filme dos Vingadores, após a população mundial retornar do “blip”, como foi chamado o estalo de Thanos.

Após uma calma explicação de como o blip afetou a vida das pessoas, vemos Parker resolvendo sair de férias para esquecer a pressão que é substituir o Homem de Ferro. Com a viagem para a Europa marcada ele prepara o seu mais valioso plano – uma estratégia para contar a MJ (Zendaya) sobre seu amor por ela, mas não antes do seu amigo Ned (Jacob Batalon) surpreendê-lo com uma decisão bastante inusitada.

Zendaya e Tom Holland em cena de Homem-Aranha: Longe de Casa (Divulgação/Sony Pictures)
Zendaya e Tom Holland em cena de Homem-Aranha: Longe de Casa (Divulgação/Sony Pictures)

Mas é a partir de um contato de Nick Fury (Samuel L. Jackson) que as férias (e os planos) de Peter Parker começam a ir por água abaixo.  Monstros vindos do multiverso estão atacando diferentes pontos do planeta e sem o contato dos Vingadores, o Homem-Aranha é o único herói com quem Fury pode contar para deter os vilões. E ele fará de tudo para que o aracnídeo faça o seu papel e salve a terra.

O primeiro ato de Homem-Aranha: Longe de Casa se desenvolve grande parte diante das emoções de Parker e sua convivência com os amigos na viagem de férias. O primeiro contato com o vilão interdimensional o apresenta a um novo indivíduo que vai o ajudar nessa empreitada – o Mysterio. Jake Gyllenhaal surge numa apresentação imponente, com toda a pompa de herói e parece ser a solução para todos os problemas, já que ele conhece bem os montros que andam atacando a terra (aqueles com quem o Homem-Aranha precisa lidar).

Uma reviravolta na trama movimenta o roteiro e leva a narrativa a um ritmo frenético – a medida que Mysterio torna-se caricato, o Homem-Aranha embarca numa viagem psicodélica onde tem sua mente testada e seus propósitos postos à prova. A partir daí o amadurecimento do herói, que no primeiro “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” era um adolescente bobinho, fica bem claro.

Cena de Homem-Aranha: Longe de Casa (Reprodução/Sony Pictures)
Cena de Homem-Aranha: Longe de Casa (Reprodução/Sony Pictures)

Apesar das cenas iniciais mostrarem efeitos visuais de qualidade duvidosa, as cenas de ação que percorrem por todo o terceiro ato fazem destas uma das melhores já feitas pela Marvel. O roteiro se apresenta num ritmo crescente, chegando ao seu ápice neste ato final, encerrando a trama do aracnídeo da melhor (ou pior?) forma possível – outra reviravolta que promete mexer não só com a história do Homem-Aranha como o universo Marvel que está por vir na nova fase do estúdio nos cinemas.

Homem-Aranha: Longe de Casa é sem dúvidas muito melhor que “De Volta ao Lar” e um dos melhores filmes do herói se também considerarmos as franquias estreladas por Tobbey Macguire e Andrew Garfield. E aos fãs mais nostálgicos, uma participação especial no final do filme é de explodir a cabeça. Já para os mais ansiosos pela nova fase da Marvel, as cenas pós-créditos podem trazer, ainda que tímidas, boas surpresas.

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