Divaldo – O Mensageiro da Paz | Crítica

Filme de Clovis Mello retrata a vida e obra de um dos médiuns mais famosos do Brasil

Leia também:

‘Projeto Gemini’ e ‘Morto Não Fala’ são as estreias da semana nos cinemas

As estreias desta semana nos cinemas trazem filmes para todos os gostos. "Projeto Gemini", o ousado filme do cineasta...

Cinema da UFPE é a nova opção para os cinéfilos pernambucanos

O Cinema da UFPE, nova sala de exibição no Recife, será inaugurado nesta quarta-feira (09). O evento acontece às...

Sem apoio de editais, Janela de Cinema recorre ao público para acontecer

Um dos maiores festivais de cinema de Pernambuco, o Janela Internacional de Cinema do Recife recorre neste ano ao...
Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

Divaldo - O Mensageiro da Paz (Divulgação/Fox Film)
Divaldo – O Mensageiro da Paz (Divulgação/Fox Film)

Um dos médiuns espíritas vivos mais conhecidos a nível mundial, Divaldo Pereira Franco desde cedo exibia o dom de se contatar os mortos – ou melhor, desde cedo os mortos passaram a se contatar com ele. Isso porque o então pequeno Di, como era chamado pela família, não tinha nenhum controle sobre essa ligação, confundindo o tempo todo pessoas de carne e osso e espíritos, que para ele eram tão reais quanto.

O dom era motivo de preocupação para a numerosa família, em especial para a mãe Dona Ana, vivida pela talentosa atriz e cantora Laila Garin em atuação que se destaca das demais. Ainda na infância, o garoto vivido por João Bravo sofre a perda da irmã mais velha, o que causa atrito entre a família e a igreja católica. Mais tarde, já adolescente e interpretado por Guilherme Lobo (Hoje Eu Não Quero Voltar Sozinho), Divaldo sofre outro baque: a perda do irmão.

- Publicidade -

O choque o deixa de cama, sem poder movimentar as pernas, e é então quando é introduzido ao espiritismo pela primeira vez através de Ana Ribeiro Borges (Ana Cecília) Daquele ponto em diante, a vida do jovem muda completamente. Ele se muda de Feira de Santana para Salvador, passa a frequentar os encontros, e com a ajuda de Ana e outros praticantes, explora e desenvolve cada vez mais suas habilidades.

Na última fase, já adulto e experiente, Divaldo é interpretado pelo ator Bruno Garcia. Durante todo esse tempo, duas presenças são constantes: a da guia espiritual Joanna de Ângelis (Regiane Alves) e do espírito obsessivo vivido por Marcos Veras. Enquanto a primeira oferece ensinamentos e conforto, o último despeja ódio constante e tenta desviá-lo do caminho do bem.

Clovis Mello, responsável também por “Ninguém Ama Ninguém… Por Mais de Dois Anos” lançado em 2015, faz um bom trabalho na direção do longa, que em geral possui uma bonita cinematografia. O problema principal está no roteiro, inconsistente e que não consegue balancear de forma fluída os diálogos mais simples e diretos entre os personagens e vários monólogos longos, cansativos, repetitivos e desnecessariamente expositivos, que servem para explicar aos leigos os princípios da doutrina.

A atuação de Laila Garin garante os momentos mais genuínos e emocionantes do filme, conseguindo expressar toda a resignação necessária à uma mãe que não têm outra alternativa a não ser dividir o filho com o mundo. Para os que desejam conhecer em detalhes a vida e obra do médium, o longa é uma boa pedida; já para os que buscam algo mais cinematográfico, a produção no geral fica devendo. Divaldo – O Mensageiro da Paz terá distribuição da Fox Film do Brasil e estreia em 12 de setembro.

- Publicidade -
- Relacionados -

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Publicidade -

Últimos destaques:

A Grande Mentira | Crítica

Assistir Ian McKellen e Helen Mirren por uma hora e cinquenta minutos é sempre um prazer, mesmo quando o veículo não é lá...

Azougue Nazaré | Crítica

Uma terra com uma vasta variedade de culturas que culminam em diferentes religiões, o Brasil vem perdendo suas raízes com a ascensão do poderio...

As Panteras | Crítica

Hollywood fez mais uma vítima na sua não tão nova moda de reciclar franquias - a saudosa série As Panteras ("Charlie's Angels") ganhou uma...

Ford vs Ferrari | Crítica

A principal lição que se pode tirar do novo filme de James Mangold, é que não há nada que não fique 100% melhor com a...

Dora e a Cidade Perdida | Crítica

  A adaptação do desenho interativo Dora, a Aventureira, exibido no começo dos anos 2000 pelo canal Nickelodeon poderia ter seguido um caminho bem diferente e...
- Filmes recomendados -




More Articles Like This

- Publicidade -