Hebe – A Estrela do Brasil | Crítica

Andréa Beltrão presta homenagem certeira à apresentadora mais famosa do país.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

Andrea Beltrão estrela o filme Hebe - A Estrela do Brasil (Divulgação/Warner Bros.)
Andréa Beltrão estrela o filme Hebe – A Estrela do Brasil (Divulgação/Warner Bros.)

Quando se decide escrever uma biografia, seja literária, ou nesse caso para o cinema, corre-se uma série de riscos. A partir de que ponto começar a história? O que incluir e o que deixar de lado? Qual o foco? É baseado nessas perguntas que um projeto pode dar certo ou fracassar. Vários filmes do gênero foram lançados somente esse ano, tanto produções brasileiras quanto internacionais, algumas – como “Rocketman” – acertaram em cheio, já outras… Nem tanto.

É com essa dúvida pendente que o público interessado procurará os multiplexes nessa e nas próximas semanas para conferir Hebe – A Estrela do Brasil, o novo filme de Maurício Farias estrelado por Andréa Beltrão. Uma das figuras mais controversas do entretenimento brasileiro, a apresentadora faleceu em 2012 devido à complicações de um câncer no estômago. Porém o filme de Farias, com roteiro de Carolina Kotscho (“Dois filhos de Francisco”), não segue sua vida e carreira de forma linear.

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Ou melhor, não se trata de uma cinebiografia que acompanha Hebe da infância difícil e pobre até os seus últimos dias, mas sim um recorte específico dos acontecimentos ocorridos durante a década de 80, algo que por si torna o filme muito mais dinâmico e fluido. Quando a encontramos pela primeira vez, a apresentadora já é rica e famosa, na casa dos 50 anos, enfrentando problemas tanto na carreira quanto na vida pessoal. Na carreira, devido à sua coragem de falar o que pensa, de “pisar nos calos” da ditadura que ainda nas sombras controla o país e por ser aliada do movimento LGBTQ. 

Andréa Beltrão interpreta a apresentadora Hebe Camargo no filme "Hebe - A Estrela do Brasil" (Foto: Reprodução/Warner Bros./SBT)
Andréa Beltrão interpreta a apresentadora Hebe Camargo no filme “Hebe – A Estrela do Brasil” (Foto: Reprodução/Warner Bros./SBT)

A chegada de Hebe ao SBT

Graças às polêmicas, Hebe sai da Band e é convidada pessoalmente por Silvio Santos – um Daniel Boaventura mal escalado – para fazer parte do elenco do SBT. Já na vida pessoal, divide-se entre o amor incondicional pelo filho Marcello (Caio Horowicz) e o sobrinho Claudio (Danton Mello), e o relacionamento cheio de altos e baixos com o segundo marido Lélio Ravagnani (Marco Ricca), cuja personalidade obsessiva, machista e violenta é uma surpresa.

Andréa Beltrão tem atuação primorosa como Hebe

O mais importante de tudo, porém, são as escolhas de Beltrão, que consegue dar vida à uma Hebe que deixaria a “personagem da vida real” mais do que orgulhosa. Fugindo dos excessos ruins e mantendo os bons – se é que isso faz sentido – a atriz está em plena forma e entrega uma atuação primorosa, não-caricata, hilária e emocionante, a qual apenas Ricca parece estar realmente à altura. 

O filme escolhe enxergar Hebe sob a luz de uma heroína dos pobres, não se aprofundando, por exemplo, no seu controverso apoio à Celso Pitta e Paulo Maluf, mas em nenhum momento tenta fazer dela o que não é. Críticas à parte, a sua coroa de rainha do Brasil, essa ninguém tira.

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