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Predadores Assassinos | Crítica

Novo filme de Alexandre Aja mostra que ser básico não é defeito.

Predadores Assassinos (Divulgação/Paramount Pictures)
Predadores Assassinos (Divulgação/Paramount Pictures)

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Algo que no Brasil deixaria a população em absoluto pânico, furacões são uma ocorrência mais do que comum nos Estados Unidos, especialmente no estado da Flórida. A população, mais do que acostumada, se prepara, aguarda o pior passar e começa a reconstruir as casas e estabelecimentos comerciais afetados. É nesse cenário que Predadores Assassinos começa, porém dessa vez, as chuvas trazem algo infinitamente mais mortal.

Dirigido pelo francês Alexandre Aja (Viagem Maldita, Piranha), o filme acompanha a nadadora profissional Haley Keller, interpretada por Kaya Scodelario (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), em um momento complicado da carreira. Afastada do pai vivido por Barry Pepper (“Bravura Indômita”), que desde a infância têm sido seu treinador, a jovem começa a duvidar do seu potencial e sente as consequências do divórcio recente que separou sua família.

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A ameaça de um furacão de categoria 5, porém, faz com que ela retorne à cidade natal à procura do pai, descobrindo que esse corre perigo de vida após ter sido atacado por crocodilos gigantes que infestam o porão da sua antiga casa. As fortes chuvas e inundações trouxeram os animais de um santuário próximo, e agora os dois precisarão escapar de uma situação quase impensável.

Atuação convincente

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Kaya Scodelario em cena de Predadores Assassinos (Foto: Divulgação/Paramount Pictures)
Kaya Scodelario em cena de Predadores Assassinos (Foto: Divulgação/Paramount Pictures)

Aja usa a câmera de forma eficiente porém sem grandes extravagâncias, unindo suspense e jump scares para criar o tipo de filme que lembra produções dos anos 90 e começo dos anos 2000, nas quais criaturas como piranhas e tubarões figuravam como os grandes vilões. As sequências de ação são bem construídas e as atuações – especialmente de Scodelario – são convincentes e ajudam a trazer realismo à produção.

Diversão no tempo certo

Os pontos fortes são a direção de arte, os efeitos especiais que constroem o cenário devastador de uma cidade destruída pela tempestade, os crocodilos em si, assustadores o suficiente, e as cenas clássicas do gênero nas quais extras e personagens coadjuvantes encontram seu fim das formas mais perturbadoras. O fato de ter concisos 1 hora e 30 minutos e saber quando chegar ao fim também é uma qualidade. Predadores Assassinos é diversão pipoca de qualidade mediana, o que às vezes, é exatamente o que procuramos.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.
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