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As Panteras | Crítica

Com mulheres protagonistas na frente e atrás das câmeras, filme dá novo frescor a não tão nova moda hollywoodiana de resgatar franquias.

As Panteras (Divulgação/Sony Pictures)Hollywood fez mais uma vítima na sua não tão nova moda de reciclar franquias – a saudosa série As Panteras (“Charlie’s Angels”) ganhou uma nova versão para os cinemas. A trama de Ivan Goff e Ben Roberts para a TV fez grandes nomes como Farrah Fawcett, Kate Jackson, Cheryl Ladd e Jaclyn Smith. Nos anos 2000, foi motivo para Drew Barrymore, Cameron Diaz e Lucy Liu atingirem o ápice de suas carreiras. Agora, com a nova versão que teve seu elenco anunciado em 2018 e chega agora aos cinemas, o público se pergunta: como as novas Panteras podem superar as suas antecessoras?

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No novo filme, a cientista Elena Houghlin está envolvida num novo programa de energia que como foco na preservação ambiental. Quando o protótipo do dispositivo cai em mãos erradas e a cientista é impedida de corrigir uma falha que ameaça a humanidade, as Panteras Sabina Wilson e Jane Kano se juntam a Elena e entram em ação numa missão global para evitar que uma catástrofe aconteça.

Embora o novo As Panteras chegue atrasado num momento em que o protagonismo feminismo tem ganhado relevância nas discussões da sociedade, não é nada tarde para que esse tópico chegue aos cinemas. A causa ganha força já atrás das telas, com Elizabeth Banks tomando as rédeas de tudo: a atriz assume o papel de diretora, roteirista e produtora e ainda atua no filme como uma Bosley. Aliás, sua personagem é a primeira ex-Pantera a se tornar uma Bosley, cargo que em sua maioria é ocupado por homens. E esse é apenas um fato que justifica o protagonismo feminismo frente às lentes do filme.

Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott em As Panteras (Foto: Divulgação/Sony Pictures)
Kristen Stewart, Ella Balinska e Naomi Scott em As Panteras (Foto: Divulgação/Sony Pictures)

Novo ‘As Panteras’ destaca protagonismo feminino

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Mas ainda que suas antecessoras, tanto na TV quanto no cinema, as novas Panteras são um poço de empoderamento. A britânica Ella Balinska surpreende na pele de uma Jane durona, cheia de ressentimentos devido a um passado conturbado, mas com coração grande e histórico de luta na causa feminista; Já Naomi Scott traz a mulher cientista e nerd no papel de Elena, que desenvolve muito bem um lado cômico quando lhe é requisitado; por fim há Kristen Stewart, que demora a acertar o tom de sua Sabina Wilson, uma jovem rica e rebelde recrutada para ser uma Angel, daquelas cheias de atitude e que demonstra ser bastante independente – a atriz, no entanto, surpreende ao lado das colegas de elenco, que juntas aparentam ter uma ótima química (como todo trio de Panteras deve ser).

Da primeira cena ao ato final, As Panteras deixa claro que é mais do que um filme de ação com espiãs que sabem lutar artes marciais. Do começo ao fim, os homens são meros coadjuvantes ou estão em posição de vilões, mostrando que o girl power está em alta e é extremamente necessário. O roteiro de Elizabeth Banks faz questão de salientar isso quando raramente vemos as protagonistas inseridas num contexto de conflito entre elas mesmas, salvo o momento que antecede aquele que vem a ser o grande plot twist da trama. E como um filme que recicla uma franquia já consagrada, o novo As Panteras não chega para superar isto ou aquilo, mas para mostrar que um trabalho confiado à mulheres pode ser tão ou mais bem feitos do que muito marmanjo vem executando por aí. E que as portas de Hollywood estejam cada vez mais abertas para essas “Panteras”.

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Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.
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