O Caso Richard Jewell | Crítica

Produção de Clint Eastwood é palco para o talento de Paul Walter Hauser.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.

Alex Collins e Paul Walter Hauser em O Caso Richard Jewell (foto: Divulgação/Warner Bros.)
Alex Collins e Paul Walter Hauser em O Caso Richard Jewell (foto: Divulgação/Warner Bros.)

Clint Eastwood, prolífico diretor de quase 90 anos, tem filmes incríveis no vasto currículo, e outros não tão incríveis assim, como exemplo A Mula, lançado em 2018, que não foi bem recebido. Em O Caso Richard Jewell, no entanto, ele merece ser condecorado senão pelo longa em si, pela escolha da estrela Paul Walter Hauser como protagonista.

A produção é altamente beneficiada por uma história que é tão interessante quanto trágica: Durante as Olimpíadas de Atlanta em julho de 1996, o segurança Richard Jewell encontrou uma mochila suspeita onde um show comemorativo estava sendo realizado. Confiando nos seus instintos e nos seus conhecimentos sobre procedimentos policiais, ele alertou as autoridades e estava em processo de evacuar os presentes quando a bomba escondida dentro da mochila explodiu.

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O terrorista havia incluído centenas de pregos no dispositivo, que foram lançados contra a população. Como resultado, duas pessoas morreram e várias ficaram seriamente feridas, um cenário que poderia ter sido muito pior não fosse a iniciativa de Jewell. Devidamente reconhecido como herói, o filho único que morava com a mãe interpretada por Kathy Bates viu sua vida mudar completamente, concedendo entrevistas e sendo procurado para contar sua história em um livro.

Sam Rockwell e Paul Walter Hauser em O Caso Richard Jewell (Foto: Divulgação/Warner Bros.)
Sam Rockwell e Paul Walter Hauser em O Caso Richard Jewell (Foto: Divulgação/Warner Bros.)

Química entre atores é ponto alto do filme

O que Richard não previa era que o FBI, com dificuldades de encontrar um suspeito, se voltaria contra ele e passaria a tecer uma nova narrativa: A de que ele mesmo teria plantado a bomba com o objetivo de ficar famoso ao salvar as vítimas. A situação piorou consideravelmente quando a mídia comprou a distorcida versão, e da noite para o dia transformou-o no grande vilão do caso.

Jon Hamm estrela como um dos principais agentes do FBI que usa de métodos escusos para tentar e conseguir provas ou uma confissão por parte de Jewell de um crime ele não cometeu. Hauser é sem dúvida a estrela do longa, entregando uma atuação comovente, engraçada e altamente precisa, ajudada pela impressionante semelhança física com o personagem da vida real.

É doloroso assistir enquanto ele tenta conciliar a intensa veneração pelo governo americano e suas figuras de autoridade ao mesmo tempo que tenta provar sua inocência. Sam Rockwell, por sua vez, vive um complicado advogado que Richard conheceu anos atrás e que passa a representá-lo no caso. Os dois titãs tem ótima química e juntos comandam momentos hilários e outros de partir o coração.

Atriz é ponto fora da curva

O único membro do elenco que infelizmente destoa do restante é Olivia Wilde como a repórter Kathy Scruggs, que interpreta a personagem – já mal caracterizada pelo roteiro e pelas escolhas da direção – como uma vilã de história em quadrinhos que nada tem a ver com o realismo e a sutileza de Paul e cia.

O Caso Richard Jewell não é uma obra prima – salvo as performances – mas figura como um importante conto de advertência sobre as falhas do governo e o poder destrutivo da mídia. Uma fake news levada tão à sério que quase terminou com um inocente na cadeira elétrica.

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