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Adoráveis Mulheres | Crítica

Greta Gerwig imprime frescor à um clássico venerado por gerações.

Emma Watson, Saoirse Ronan, Florence Pugh e Eliza Scanlen em Adoráveis Mulheres (Foto: Divulgação/Sony Pictures)
Emma Watson, Saoirse Ronan, Florence Pugh e Eliza Scanlen em Adoráveis Mulheres (Foto: Divulgação/Sony Pictures)

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Depois de encantar a todos com Lady Bird em 2017, Greta Gerwig – conhecida por suas fantásticas atuações em filmes como Frances Ha e Mulheres do Século 20 – já desponta como uma das principais vozes da direção nos últimos anos, e Adoráveis Mulheres (“Little Woman”) sem dúvida é mais uma página brilhante no seu currículo.

Tomando como inspiração o volume de Louisa May Alcott, já diversas vezes adaptado, Gerwig costurou cartas pessoais da autora e sua visão de mundo particular em um filme que transborda reverência e personalidade em medidas iguais. Adaptações são sempre perigosas, mas aqui a diretora conseguiu o equilíbrio perfeito entre a sua voz, moderna e contemporânea, e a de Alcott, também moderna, mesmo que com todas as restrições dos costumes de 150 anos atrás.

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A história original é bastante conhecida, com a trama seguindo as irmãs March na cidade de Concord, Massachusetts, logo após a Guerra Civil americana. Enfrentando problemas financeiros, as 4, juntamente com a matriarca Mary (Laura Dern), encontram consolo na convivência familiar e no amor mútuo – apesar das confusões nais quais eventualmente se metem, especialmente a espirituosa Jo, vivida por Saoirse Ronan.

Apesar do incrivelmente talentoso elenco, a atriz irlandesa – que reprisa a colaboração com Greta – é sem dúvida um dos maiores destaques; arrancando risadas e também partindo corações nos momentos mais dramáticos da personagem, que sonha em ganhar a vida como escritora. Em uma das cenas mais emocionantes, Jo tenta conciliar seu desejo por uma vida complexa e por independência com a solidão amorosa.

Elenco estelar é destaque em Adoráveis Mulheres

Saoirse Ronan e Timothée Chalamet em cena de Adoráveis Mulheres (Foto: Divulgação/Sony Pictures)
Saoirse Ronan e Timothée Chalamet em cena de Adoráveis Mulheres (Foto: Divulgação/Sony Pictures)

O amor, esse recebe tratamento especial em Adoráveis Mulheres, que é ao mesmo tempo excepcionalmente romântico e também prático. Amy, interpretada brilhantemente por Florence Pugh, discursa sobre como o casamento precisa ser tratado como uma proposta financeira por alguém na sua condição, e que “as pessoas têm controle por quem se apaixonam, o amor não simplesmente acontece.”

O monólogo em questão é entregue ao Laurie de Timothée Chalamet, que harmoniza perfeitamente o mix de jovialidade, inocência e despreocupação com o futuro, cortesia da fortuna que herdará do avô. Sua química com Ronan é palpável, e a dupla rouba todas as cenas. Emma Watson, Eliza Scanlen, Meryl Streep, James Norton e Louis Garrel completam o elenco impecável.

Além de tocar a alma e o coração com palavras, o filme também é belíssimo de se ver, graças à fotografia de Yorick Le Saux. O ano mal começou, porém Adoráveis Mulheres já pode ser considerado um dos maiores prazeres de 2020.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.
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