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Bad Boys Para Sempre | Crítica

Bad Boys Para Sempre é blockbuster para assistir sem culpa.

Cena de Bad Boys Para Sempre (Foto: Divulgação/Sony Pictures)
Cena de Bad Boys Para Sempre (Foto: Divulgação/Sony Pictures)

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O astro Will Smith pode não ter tido muita sorte com seu longa anterior, Projeto Gemini, uma audaciosa produção do gênio Ang Lee que falhou em conquistar público e crítica; mas com Bad Boys Para Sempre ele retorna à um cenário familiar ao lado do amigo Martin Lawrence e prova que a ótima química entre os dois ainda rende boas risadas.

Quase duas décadas depois do segundo capítulo da franquia, os detetives Mike Lowrey e Marcus Burnett retornam em mais uma aventura recheada dos elementos tão comuns aos filmes do gênero: muita ação, impossíveis perseguições ao volante de um carro importado, belas mulheres e um sem fim de balas trocadas. Se dependesse apenas do enredo, o longa seria mais um blockbuster “esquecível”, porém o carisma e humor de Smith e Lawrence o transformam em algo mais.

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Já beirando a meia-idade (apesar de não parecer, uma vez que Will, como é sabido, não envelhece) Mike tem muito mais problemas em aceitar que talvez seja hora de abandonar a vida de “bad boy” do que o parceiro de longa data Marcus, um homem de família e agora avô; especialmente depois que o último anuncia planos de se aposentar. O que começa como uma brincadeira vira assunto sério quando Lowrey é vítima de um atentado à bala e fica entre a vida e a morte.

O responsável? Armando (Jacob Scipio), herdeiro de uma das mais poderosas famílias do crime no México, agora encabeçada pela mãe Isabel Aretas (Kate del Castillo) em busca de vingança depois que o patriarca foi morto pela polícia. Kate, reconhecida como um dos principais nomes da indústria de novelas mexicanas, assume o estereótipo mais uma vez, e em certos momentos há dúvidas se estamos assistindo um filme de Hollywood ou uma produção da Televisa.

Will Smith e Martin Lawrence em Bad Boys Para Sempre (Foto: Divulgação/Sony Pictures)
Will Smith e Martin Lawrence em Bad Boys Para Sempre (Foto: Divulgação/Sony Pictures)

A tática funciona justamente porque o roteiro de Chris Bremner, Peter Craig, e Joe Carnahan não se leva à sério, chamando a atenção para os aspectos mais absurdos da trama. Dessa vez, Michael Bay cedeu a direção para Bilall Fallah e Adil El Arbi, e se manteve apenas como produtor executivo. A dupla faz questão de mostrar uma Miami em cores neon e biquínis, e nas cenas de ação usam longos planos sequência que são sempre mais agradáveis do que assistir uma luta em 35 cortes.

Outra novidade bem-vinda é a equipe comandada por Paola Núñez como uma detetive com a qual Mike costumava sair, Vanessa Hudgens como uma especialista em armas, Charles Melton como uma versão mais jovem porém não menos arrogante do próprio Lowrey e por fim Alexander Ludwig como o doce nerd que evita participar da ação.

Bad Boys Para Sempre é um filme honesto, que entrega o que promete, e ainda explora o lado humano dos protagonistas e o peso do legado que acumularam desde o início da franquia, para no fim nos lembrar que apesar de mais velhos, eles ainda tem muita estrada para percorrer.

Trailer de Bad Boys Para Sempre

Assista ao trailer:

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.
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