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Um Lindo Dia na Vizinhança | Crítica

Filme de Marielle Heller presta homenagem à ícone da TV americana.

Um Lindo Dia na Vizinhança (Foto: Divulgação/Sony Pictures)
Um Lindo Dia na Vizinhança (Foto: Divulgação/Sony Pictures)

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O público brasileiro pode não ser exatamente familiarizado com o programa infantil Mister Rogers’ Neighborhood ou com seu personagem principal e apresentador, Fred Rogers, mais conhecido como Senhor Rogers; porém isso não impede que a emoção corra solta no filme Um Lindo Dia na Vizinhança, estrelado pelo não menos icônico Tom Hanks.

Marielle Heller, diretora responsável pelo brilhante Poderia Me Perdoar?, segue por um caminho diferente com o longa, e entrega não uma biografia mas sim uma homenagem. À pessoa de Rogers, ao seu eterno carinho e simpatia e ao poder transformador das suas mensagens. A produção oscila entre o real e o fantástico, levando o espectador para dentro do universo criado pelo ex-pastor da Igreja Presbiteriana que se tornou um dos artistas mais famosos da televisão.

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Na trama seguimos Lloyd Vogel, interpretado pelo ótimo Matthew Rhys, um jornalista da prestigiada revista Esquire que vive com a esposa Andrea (Susan Kelechi Watson) e o filho recém-nascido em Nova York. Acostumado a escrever artigos complexos e “importantes” se vê obrigado por sua editora a entrevistar e escrever um texto sobre Rogers para o próximo volume da revista.

Tom Hanks em Um Lindo Dia na Vizinhança (Foto: Reprodução/Sony Pictures)
Tom Hanks em Um Lindo Dia na Vizinhança (Foto: Reprodução/Sony Pictures)

Vogel, depressivo e com sérios traumas de infância após ter sido abandonado pelo pai – vivido por Chris Cooper – enquanto sua mãe estava no leito de morte, vê sua vida mudar depois de conhecer o apresentador; cuja completa falta de cinismo e a empatia fora do comum ajudam aos poucos a quebrar a barreira que o jornalista construiu em volta de si mesmo.

O roteiro consegue equilibrar momentos pesados de confronto com outros lúdicos e delicados, espelhando a forma como Fred abordava os mais variados assuntos em seu programa – desde os mais leves aos mais polêmicos, até mesmo divórcio e morte, sem nunca soar condescendente, munido de fantoches e vozes engraçadas.

O fato de que Um Lindo Dia na Vizinhança não é uma biografia deve ser levado em consideração, especialmente quando o personagem principal não aparece na tela por várias sequências e o filme parece mais preocupado em desenvolver a história de Lloyd, que por sinal é baseada na vida e nas experiências reais do escritor Tom Junod.

É possível fazer uma comparação entre o relacionamento da dupla e aquele da Cinderela e da Fada Madrinha, exceto que ao invés de mágica sobrenatural, Mr. Rogers deu à Vogel o poder de perdoar – tanto o pai quanto a isso mesmo – e o de enxergar a vida e aqueles à sua volta com novos olhos e muito mais compaixão.

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Evie Diane
Evie Diane
Cresceu vendo filmes ao invés de brincar na rua. Fã de ir ao cinema sozinha. Denis Villeneuve, Steve McQueen, Luca Guadagnino, Woody Allen, Christopher Nolan, Olivier Assayas.
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