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A Verdadeira História de Ned Kelly | Crítica

Cineasta Justin Kurzel leva para as telonas a história do rebelde australiano Ned Kelly em três atos.

A Verdadeira História de Ned Kelly (Foto: Divulgação/A2 Filmes)

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Depois de dirigir MacBeth (2015) e Assassin’s Creed (2016), o cineasta Justin Kurzel abraçou a ideia de contar nas telonas a vida de um famoso rebelde australiano em A Verdadeira História de Ned Kelly. Enquanto no filme de 2015 Kurzel investia numa narrativa moldada em proeza estética muito pela qualidade técnica da produção, neste novo filme o diretor centra a trama numa ambientação campestre e focada numa realidade mais subjetiva.

No filme acompanhamos a trajetória de Ned Kelly, um rebelde australiano que ficou conhecido como o maior bush ranger da história do país. Da sua ascensão ao seu declínio, Ned Kelly planejou e executou em 1870, junto com outros rebeldes, uma lendária rebelião, motivada pelo incentivo do foragido Harry Power (Russel Crowe) e também pela prisão da sua mãe.

O longa deixa claro que apesar de ter como pano de fundo fatos históricos da sociedade australiana, pouco do que é contado é fiel a realidade – fazendo jus ao termo “baseado em fatos reais”, o roteiro tem compromisso apenas com o que diz respeito ao personagem título, Ned Kelly. Através de relatos, cartas e flashbacks, o protagonista interpretado por George MacKay é humanizado a medida que somos inseridos à trama e seus problemas de caráter familiar e psicológicos.

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Quem conhece a história de Ned Kelly deve esperar do longa grandes cenas de ação envolvendo as rebeliões causadas pelo grupo montado pelo personagem central, mas Kurzel optou por dar um outro redirecionamento para a produção, distribuída no Brasil pela A2 Filmes. Em A Verdadeira História de Ned Kelly os dois primeiros atos tratam de humanizar o protagonista e criar empatia acerca de sua história pessoal, deixando as consequências de suas motivações para o terceiro ato, um desfecho curto mas que encerra a trama mostrando o compromisso do projeto em trazer uma narrativa coesa sob um novo ponto de vista de uma história já contada nos cinemas (como o faroeste de Gregor Jordan estrelado por Heath Ledger em 2013).

 

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Paulo Cavalcante
Paulo Cavalcantehttp://www.cafedeideias.com
Professor, atua na internet há mais de dez anos produzindo conteúdo sobre séries e cinema, aprecia a sétima arte e a dramaturgia para as diferentes telas.
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