Sabe aquele momento clássico de pedir algo para a Siri e receber um “Eis o que encontrei na web” totalmente inútil? Pois é, a Apple parece que finalmente cansou dessa fama. Num movimento histórico, a gigante de Cupertino deu o braço a torcer e a “salvação” da assistente do iPhone tem nome e sobrenome: Google Gemini.
Se você achava que Apple e Google eram inimigos mortais que nunca se misturavam, prepare-se para cair da cadeira. É oficial: as duas maiores potências do Vale do Silício acabaram de selar um “casamento” que promete, finalmente, transformar a Siri em uma inteligência artificial de verdade ainda este ano.
Mas por que a dona do iPhone, famosa por fazer tudo sozinha, decidiu pedir ajuda aos universitários (no caso, ao Google)? Vamos desvendar os bastidores dessa negociação que envolve cifras bilionárias e uma corrida contra o tempo.
O fim da teimosia: por que o Gemini?

Durante meses, o mercado de tecnologia foi inundado por fofocas e especulações. A Apple estaria conversando com a OpenAI (criadora do ChatGPT), com a Anthropic e com o Google. Mas, no final, a decisão foi pragmática.
Em um comunicado conjunto que pegou muita gente de surpresa nesta segunda-feira, a Apple foi direta ao ponto, sem rodeios:
“Após uma avaliação cuidadosa, determinamos que a tecnologia do Google fornece a base mais capaz para os Modelos Fundacionais da Apple.”
Traduzindo do “corporativês” para o português claro: a Apple testou tudo o que havia no mercado e admitiu que a tecnologia do Google está anos-luz à frente para o que eles precisam agora.
O acordo plurianual vai colocar o poderoso Gemini e a infraestrutura de nuvem do Google para rodar a próxima grande atualização da Siri. A ideia é que a assistente pare de responder frases prontas e comece a entender contextos complexos, raciocinar e ajudar de verdade o usuário.
Bastidores: o atraso que custou caro
Não é segredo para ninguém que a Apple “perdeu o bonde” da Inteligência Artificial generativa. Enquanto o mundo pirava com o ChatGPT no final de 2022, a Siri continuava a mesma de dez anos atrás.
A pressão aumentou. A empresa chegou a rodar anúncios de uma nova Siri superpotente, mas teve que adiar o lançamento real para 2026 porque, internamente, a tecnologia deles ainda não estava pronta para o show. A solução? Alugar o cérebro do vizinho.
Segundo rumores quentes da Bloomberg (citados no mercado), a Apple estaria disposta a pagar cerca de US$ 1 bilhão por ano para usar essa inteligência do Google. É o preço para não ficar para trás.
E o ChatGPT? Foi despejado?
Aqui mora uma curiosidade interessante. A Apple já tem uma parceria com a OpenAI para integrar o ChatGPT em funções específicas do sistema. Será que o acordo com o Google mata essa parceria?
A resposta, por enquanto, é não.
A Apple confirmou que não está fazendo mudanças no contrato com a OpenAI. Ou seja, seu iPhone vai virar um verdadeiro “Frankenstein” de IAs de elite:
- Siri (Powered by Gemini): Para o funcionamento central, raciocínio rápido e tarefas do dia a dia.
- ChatGPT: Para consultas específicas que exigem conhecimento de mundo externo.
- Apple Intelligence: Para tarefas privadas que rodam direto no chip do celular.
O que muda para você em 2026?
Se você tem um iPhone, a expectativa é que a atualização chegue ainda este ano. Isso significa que aquela Siri que mal conseguia ligar um timer vai ganhar “superpoderes”.
O Google, por sua vez, sai rindo à toa. Além de já pagar bilhões para ser o buscador padrão do Safari (aquele acordo que a justiça vive de olho), agora eles se consolidam como a infraestrutura de IA mais confiável do mundo, superando a Apple em valor de mercado recentemente pela primeira vez desde 2019.
O resumo da ópera: A rivalidade continua, mas o seu bolso agradece. Se a união dessas duas gigantes fizer a Siri parar de tocar música quando a gente pede para ligar para a mãe, já valeu cada centavo do acordo bilionário.
Fique ligado nas próximas atualizações do iOS. A era da “Siri inteligente” está chegando, e ela fala a língua do Google.





